sexta-feira, 25 de junho de 2010
Vírgulas e pontos
Uma, duas, três.... Quantas chances ela seria capaz de dar antes de jogar tudo para o alto? Quanto ela poderia perdoar? Quanto poderia aceitar? Até onde se deixaria em segundo plano? Ela sabia que as lágrimas a faziam fraquejar.
Reviu a história, cena por cena, em sua cabeça, uma centena de vezes e, por fim, decidiu que aquela seria a última vez. A última mentira, o último segredo, a última vírgula.
Se ele gostava de vírgulas, ela era perita em pontos finais.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Confiança... ou falta de..
Até onde vai sua confiança? Até onde vai sua capacidade de se jogar para trás e acreditar que estará segura?
Eu não lembro, ao certo, onde foi que eu perdi toda aquela que tinha no outro, não sei se foi quando vi a primeira mensagem no celular, se foi naquela fatídica noite de briga, onde eu fui acusada mas poderia ocupar o lugar e acusar também, não sei se foi quando eu vi que tudo de importante, pra mim, era escondido, não sei se foi a omissão de algo que poderia me afetar diretamente... Não sei! O fato é que ela se foi, assim, como num passe de mágica.
Dizem que a base de qualquer relacionamento é a confiança, eu não sei. Mas sei que a falta dela pode trazer inúmero problemas.
Você respira fundo e tenta acreditar que, dessa vez, tudo vai ser diferente. Mas o seu sexto sentido grita. Afinal, você conhece o passado do outro, sabe que ele não foi verdadeiro desde o início, sabe quantas coisas ele escondeu de você e, convenhamos, daquela história você já está calejada. Já tem marcas, cicatrizes e um neon indicando perigo que pisca cada vez você desconfia de algo.
Talvez você seja neurótica! Mas sabe, às vezes é melhor não arriscar. É que você já conhece aquela história de trás pra frente e sabe que o final não é nada feliz.
Como você foi parar naquela história? O caminho não era outro? Quando ele começou a mentir? Como você está, novamente, vivendo tudo isso? É, eu sei que você já se fez todos esses questionamentos, mas chega o momento de parar de questionar e agir.
Erga as mangas e se permita sentir. Se não está feliz, busque o que te fará melhor. Você tem pouco tempo e tudo passa muito rápido.
No final, aquela palavrinha que citamos lá no início, vale muito mais do que juras de amor eterno.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Hoje
De quando abraços é feito um ano? De quanto aprendizado? De quantos questionamentos? De quantas histórias? De quanto amor? De quantas brigas? De quanto crescimento?
Hoje, diferente dos últimos seis anos, eu gosto desta data, eu me sinto feliz, eu acordei com um sorriso no rosto e vontade de receber abraços. Hoje eu decidi que seria diferente, que eu passaria por este “dia especial” com o coração aberto, sem o pessimismo que já me era tão corriqueiro.
Estranho como uma decisão pode mudar todo o seu dia, estranho como os pensamentos afetam, diretamente, sua vida.
Em um ano eu mudei, as coisas ao me redor mudaram, as pessoas mudaram, as esperanças, as vontades, os medos, as decisões... tudo mudou um pouco e eu mudei um pouco de tudo.
Hoje eu quero aprender, eu quero agarrar o mundo, eu quero ser várias versões, melhoradas, de mim. Hoje eu quero, eu desejo, eu tento, eu levanto, eu aprendo, eu vivo! Eu parei de sobreviver e decidir viver, não sei bem quando aconteceu, mas hoje está tão claro que é quase que palpável.
O meu hoje, eu levo para amanhã e depois de amanhã e todos os outros depois de amanhã que vierem. Que este sentimento que tomou conta de mim, me acompanhe para o resto do meu ano novo. Que eu posso lembrar e agradecer. Que eu posso sentir um pouco de tudo que sinto agora, por todos os dias do meu próximo ano, até que o meu atual ciclo termine e eu consiga começar o outro com a mesma alegria.
“Whatever tomorrow brings I'll be there /With open arms and open eyes (…)”
quinta-feira, 4 de março de 2010
Aquela cobertura...
Algo como “cobertura de bolo”, me despertou uma série de sentimentos gostosos. Uma nostalgia, eu diria.
É incrível: quando gostamos de alguém o suficiente para sair do ar por alguns segundos, aprendemos tudo que há de importante e, muitas vezes, não notamos que aquilo passa a fazer parte da gente e nos transforma um pouco.
Eu sempre gostei de agradar pessoas queridas, sempre fiz doces para ganhar sorrisos, escrevi cartas para demonstrar sentimentos, comprei presentes para mostrar que pensava e prestava atenção em cada pequeno detalhe.
A cobertura de bolo me trouxe lembranças... Lembranças de uma menina mais doce, descalça, atenta, que buscava sempre saber um pouco mais. Uma garotinha curiosa, que gargalhava com sombras e se divertia confeitando bolos e fazendo guloseimas na cozinha daquela fazenda. Era um prazer, era leve, era suave e doce como cada uma daquelas colheradas de chocolate.
Estranho é que nunca mais tive tanta alegria em fazer aquela cobertura, talvez porque tenha me ligado a um passado, talvez porque nunca mais ninguém comeu com tanto gosto, talvez porque o legado que aquela Avó me deixou, tenha se tornado parte importante de mais para ser compartilhada com qualquer pessoa que não entenda, de fato, sua importância.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Fevereiro.
Eu sempre lembro de cores, de sorrisos, de abraços, de segredos, de surpresas, de amizade...
O vazio toma conta de mim... Os pensamentos estão voltados para o mesmo acontecimento, sempre o mesmo.
"Já faz tempo, menina! Supere." Tão fácil dizer, esse é um daqueles acontecimentos que cabe aquela frase clichê: "Só quem passou por isso, sabe o que sinto."
Alguém aí pode devolver a parte que me falta? Quero planejar aquele dia especial, quero abraçar apertado, quero entender apenas pelo olhar, quero... Ah, eu quero!
Juro que não me importaria em levar broncas porque eu mordi os cantos dos dedos ou porque comi, escondido, aquilo que faz mal pro meu estômago. Não me importaria em levar broncas, porque eu sei que era o cuidado, eu sei que era amor, eu sei que era cumplicidade e, antes de tudo, amizade.
Algum sábio disse bem: "saudade é nossa alma dizendo para onde quer voltar".
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Aquele não saber.
Eu me canso com facilidade. O que é comum me enjoa e, rapidamente, perde a graça.
Eu sempre invento uma coisa nova para fazer, gosto de quem me faz gargalhar, de quem me segura pela cintura e me leva para conhecer o que, até então, me parecia não existir.
Me mantenho inconstante, me alimento dos meus sonhos, insisto nos meus devaneios, descubro as minhas histórias e, muitas vezes, escondo minhas cicatrizes (é que o orgulho fala mais alto).
Mudo de roupas, de esmaltes, de corte de cabelo, de estratégia, de sentimento, de vontades, de gostos, de amigos, de namorado, de amores.. Mudo! Mudo o tempo inteiro, para tentar ocupar aquele pedaço que me falta, aquele mesmo que me foi tirado sem, se quer, me darem uma explicação.
"O menina inconstante", eles me diziam. "Eu nunca sei o que esperar de você!", sempre foi comum falarem, sempre aquela caixinha de surpresas, daquele tipo que nunca se sabe o que está por vir. "Mania irritante essa sua de não saber o que quer", eles descreveram e foi aí que pensei: "Na realidade, eu sei muito bem o que quero, é que, as vezes, me falta coragem o bastante para assumir. "
Se eu te disser que cansei, vou ser uma pessoa ruim? Se eu te pedir pra ir embora, você vai guardar mágoa? Se eu afirmar que seu rosto me persegue e que eu já não consigo mais ser eu mesma, você vai entender?
Creio que não, então vamos fazer assim: você devolve minha alegria e eu te poupo de todo o sofrimento!
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Uma taça...
"Vamos nos falar de vez em quando, vai? Preciso tomar minhas doses de você.
Ainda assim, ela estava receosa, sabia bem do seu vício. E conhecia, melhor ainda, sua capacidade de perder o controle.
Entre a abstinência dolorosa e a embriaguez ilusória, o que poderia oferecer a ele depois daquela despedida tão delicada?
Parece, que a relação dali em diante seria uma taça de vinho de dias em dias.
Nada com alto teor alcoólico que terminasse em ressaca.
Mas ela jura que, naquele momento, quis, com todas as suas forças, acreditar que a paixão pudesse se liquefazer.
Teria entornado, com gosto, a garrafa inteira no gargalo. Havia sido linda, aquela história. E seria mais fácil, bêbada, tropeçar nas certezas (e ignorar os soluços).
Quando você sorriu, me repartiu em antes e depois"
....
No terceiro mês, você desconfia porque a fulana liga tanto, porque o futebol termina meia-noite, porque todo dia ele tem uma reunião, porque ele sai com pessoas que você nunca ouviu falar antes. Você tá vendo coisa demais ou é só ciume?
Você já não frequenta as baladas que gostava. Mal sai com as amigas. Perdeu o contato com seus amigos homens. Deletou seus ex-ficantes, rolos e ex-namorados do seu MSN. Deletou numeros suspeitos do seu celular. Você cede, cede, cede. Até uma hora que a corda cede. Arrebenta.
Você cedeu tanto, sem perceber, que murchou. Secou feito flor no inverno. E agora espera a primavera da janela da sua casa, de onde, inclusive, você mal sai. É de casa pro trabalho, do trabalho pra casa.Ele que te achava linda, mal te vê. Sua luz apagou. Foi-se o brilho junto com as noites de festa. A poesia virou drama.
E cadê você?Você tá em algum canto. Largou sua vida de lado e foi viver a vida dele. Enquanto ele se divertia com os amigos, você enchia o saco dele com seu ciúmes. Enquanto ele ia pra festa, você ficava em casa queimando neurônios. E quanto mais ele vivia, mais você esmoecia.
Murcha como uma criança que descobriu que Papai Noel não existe. Que confiança e respeito valem mais que juras de fidelidade. Que não existe nada eterno. Que a gente nunca sabe até aonde a gente deixa ir. Que alguns caminhos não tem volta, mas têm várias saídas de emergência. Que a sua vida tem urgência e o resto é bobagem. Que você nasce sozinha pra aprender a fazer escolhas sozinha. E que você só está acompanhada quando aprende a ficar sozinha."
domingo, 31 de janeiro de 2010
Eu quero!
É isso que eu quero de você. Que você me olhe, por todos os ângulos, em todas as curvas, em todas as poses. E em troca, eu olho pra você. E, quem sabe, nos olhando, possamos nos encantar... Até nos apaixonar. E o que eu quero de você é que você se esforce para ser uma pessoa por quem eu possa me apaixonar e reapaixonar todos os dias... que você faça algo diferente que acenda mil vezes essa faísca, que você mostre pra mim algo que eu possa ver e admirar, mesmo que não seja algo que eu goste. E em troca, eu posso me esforçar também para ser alguém melhor e assim voltar a fazer você se apaixonar por mim. E, quem sabe, apaixonados, possamos seguir em frente.
Pode ser que eu seja chata e geniosa em alguns momentos. Em outros, posso falar demais. Em outros, posso não corresponder ao que você espera de mim. Em outros, posso parecer apática e triste. Posso precisar demais de você quando você não precisa de mim. Posso não querer fazer coisas que você quer que eu faça, ou querer de você coisas que você não quer fazer. Posso te deixar enciumado, posso te fazer sentir pequeno, posso te magoar. Posso ter sombras no olhar que você não entenda, posso querer voar quando você me quer no chão ao seu lado. Posso ter muito medo de algumas coisas, medos que eu não consiga superar. Posso esperar demais de você, atrasar, xingar, chorar. Posso não conseguir sorrir quando você precisar dessa luz. Tudo isso e muito mais pode acontecer. E nessas horas, o que eu quero é que você lembre que sou humana, e que estou tentando. E em troca, posso tentar te compreender sempre que você precisar, mesmo quando isso signifique eu esquecer de mim um pouquinho.
E quem sabe nos entendendo, cheguemos a nos amar.
E o que eu quero é que você mergulhe fundo em mim, que me conheça por inteiro, que me descubra, que me redescubra. Quero que me deixe mergulhar em você, ate o lugar mais fundo, o lugar inexplorado. Descobrir coisas suas, que ninguém chegou nem perto.Quero que perceba que, às vezes, a minha carcaça é proteção, minha extroverção é timidez, meu desdém é admiração, minha ausência manifesta saudade, meu pranto é alegria, minha alegria é fingimento, minha antipatia é precaução, minha mania de escrever é insegurança, meu silêncio é tristeza, meu isolamento é reflexão, minhas farras são apenas necessidade de afirmação, minha vaidade é baixa-estima, meus “enfins” são só “poréns”, meus pontos finais são apenas vírgulas, meus “nãos” são “sins”... Ou não! Talvez não seja nada disso!
Quero alguém que entenda toda a antítese que eu sou, toda a confusão, a bagunça que há em mim e ainda assim me ame!
Quero um amor, maior que eu. Daqueles amores que marcam a pessoa, daqueles que não se esquece. Daqueles que entram pra história, mais forte que minhas manias, minhas alegrias, minhas cicatrizes. Um amor assim, pra ser forte, pra durar bastante, tem que morrer e renascer várias vezes. "
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Incerteza...
Será que eu conseguiria esquecer o passado e viver só de presente ou mesmo de futuro?
Não sei. Mas uma coisa sei. Alguma coisa acontece no meu coração, e eu nem sei explicar o que é, ou como é, ou como chegou, e tem chegado todos os dias.
O que a incerteza quer de você é ação, uma escolha, um gesto e tudo diferente.
Me faz mudar? Um novo começo, uma nova história... sem finais convencionais.. "
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Infidelidade!
Mas isso, em geral, não é dito claramente - o homem supõe que a mulher conheça e entenda suas expectativas e vice-versa. "Somos fiéis enquanto aderimos ao mesmo projeto de vida e existe entre nós o pacto de acreditar nesse projeto", diz o psicólogo Alberto Lima. Na maioria dos casais, a exclusividade amorosa e sexual costuma ser o pilar mais importante do contrato entre os parceiros. Quando ele desaba, o vínculo vem junto - e é difícil erguê-lo outra vez. "Quem trai, rompe a aliança estabelecida", acrescenta o psicólogo. O que nem todo mundo percebe é que a traição é apenas o ponto culminante de uma situação em que o contrato amoroso já vinha sendo minado antes, às vezes por muito tempo, mesmo que os parceiros não tivessem consciência disso.
O primeiro sinal são as mágoas que se acumulam em silêncio. Pouco a pouco, consolida-se em um parceiro ou em ambos a idéia de que o outro não corresponde aos seus anseios. A partir de um certo ponto, desiste-se de procurar uma solução dentro do próprio casal. A insatisfação abre espaço para que uma terceira pessoa entre em cena. O pacto se quebra, ainda que, na aparência, o casal permaneça como antes." A. R.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Um tanto mimada.
Tenho mania de questionar, de testar limites, de forçar só para saber até onde vai a sua força de vontade, eu me coloco à prova, te coloco à prova, vou até onde aguento só para saber se você consegue chegar lá também. Se você consegue segurar minha mão até o final ou prefere soltá-la no meio do caminho.
Eu sou difícil, mas nunca te falei que seria fácil, nunca disse que seria um mar de rosas... Talvez você tenha se deixado levar pelo meu sorriso solto, pela cara de menina, pelos gracejos ou pela voz infantil que faço algumas vezes, mas eu tenho coração de pedra, daqueles que é preciso um bombardeio para conseguir entrar.
Verdade seja dita: as vezes nem eu me aguento! Sou um tanto mimada, respondona, estressada e detalhista. Sou chatinha. Eu digo que não, eu grito quando me irrito e olha que eu me irrito fácil!
Eu vou saber seu passado, mas porque você vai me contar e é assim que eu vou saber se você vai repetir os mesmo erros e, quando você cometer os seus deslizes, eu vou pensar: não poderia ser diferente. E é então que eu viro as costas, saio andando e te deixo falando sozinho, te deixo pensando em tudo, te deixo com o peso na consciência de saber que fez tudo de novo e pior... Tudo errado de novo.
Eu sou daquelas pessoas que tem mania de estar sempre certa, sabe? Sou boa com argumentos e isso vai te tirar do sério! Eu aviso: não gosto de perder! Então pensa bem antes de entrar nessa história, porque eu vou segurar sua mão, mas se eu soltar vai ser para nunca mais lembrar que um dia segurei...
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