terça-feira, 20 de outubro de 2009

Assim....

Ando distraída, vagando pelos meus próprios pensamentos, tentando entender o que sinto, brigando comigo por não seguir a diante com minhas promessas...

Ando suspirando, esperando que sonhos se tornem realidade, que verdades venham a tona em meio a um turbilhão de pensamentos, que mascaras deixem de existir, que sentimentos sejas expostos a mim, assim como escancaro os meus...

Ando divagando, escondendo minhas angustias, falando sobre assuntos que não conheço com a propriedade de quem os estudou a vida inteira...

Ando completa, nasci completa, mas sinto falta... a falta de um pedaço, de um todo, de um cheiro, de uma respiração, de um abraço, de um sorriso, de um olhar, de uma palavra...

Ando sem saber, tentando descobrir o caminho, a história, os erros, as desculpas, as falas, os começos...

Ando assim, imersa em tudo e querendo chegar a algum lugar, com pensamentos soltos, sentimentos misturados, verdades contraditórias, histórias sem final ou mesmo um começo... ando aplicando o gerundismo em sentimentos, vontades e contos.

Continuo assim, até achar um ponto final onde, até agora, só coloquei virgulas.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Liberdade.

Eu gosto de manter as pessoas livres. Gosto que estejam comigo porque querem e não porque algo as induz a isso.
Uma vez eu li: “Quer ir? Vai. Eu não vou te segurar. O que não dá certo é segurar uma pessoa contra a vontade, apelar pro lado emocional. (...) Existem algumas harmonias que é melhor não mexer, estraga a música.”
Eu concordo plenamente, algumas harmonias devem ser mantidas exatamente da maneira que foram compostas, sem alterar nenhuma nota, sem mover um suspiro de lugar, já que se assim o fosse, a música perderia o sentido.
Por isso prezo a liberdade. Gosto de pés nos chão, vento no rosto, vestido rodado e muitas cores. Gosto de estar livre, de me manter serena, de ter meu coração cheio e limpo. Gosto de manter as pessoas livres, deixar que tenham a escolha de estar ao meu lado ou não. Prefiro que se aproximem de mim porque isso as agrada, porque isso lhes faz bem.
É tão complicado definir o sentimento de liberdade, principalmente quando ele se vê fazendo parte de um relacionamento repleto de tantos outros sentimentos.
Preciso saber que meus amigos têm a certeza que podem estar longe, podem sumir do mundo e, quando voltarem, eu vou estar aqui, com o mesmo sorriso estampado, o mesmo olhar doce e com o mesmo carinho materno para lhes receber de volta.
Gosto que meus amores sejam verdadeiros comigo, estejam comigo porque querem, porque o corpo pede, porque a alma deseja, porque minha presença faz falta e não porque eu virei um hábito, uma rotina, uma parte de um todo insignificante.
Eu gosto de me sentir inteira e, sem ser livre eu não sei ser completa.
Gosto das pessoas livres pra elas saberem que podem ir quando quiserem, que eu não vou me importar em sentir saudades.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

“Mulherzisse”

Quantas vezes não me deparei com pensamentos confusos no meio de uma madrugada? “Mulherzisses”, assim que eu defino.
Digam o que for, mulher é complicada! Muda de sentimento, de pensamento, de atitude. É movida por sentimentos, se deixa controlar por eles e, quando está de TPM, aí sim é um verdadeiro “Deus nos acuda”.
Não é fácil pra nós nos entendermos, imagina então pra quem está do lado de fora? E foi em uma dessas crises de “mulherzisse” que eu decidi escrever. Mas escrever sobre o que? Sobre sentimentos? Sobre saudades? Sobre inseguranças? Sobre escolhas? Sobre pensamentos? Sobre caminhos? Sobre destinos? Tudo embaralhado? Tudo junto? Um pouco de cada coisa?
Eu poderia contar minha vida, minhas histórias, minhas experiências, minhas virtudes, meus erros, minhas loucuras, minhas meninices... Poderia contar que, algumas vezes, eu leio um texto que se enquadra muito mais no meu sentimento momentâneo do que eu jamais poderia escrever, poderia procurar um texto desses... Poderia ligar pra uma amiga e conversar ao invés de escrever palavras desconexas... Mas esse não é o objetivo. Então qual é ele? Alguém sabe?
Acho que a verdade é que preciso escrever sobre minhas mulherzisses, sobre meus momentos insanos, sobre minhas gargalhadas sem motivos, sobre a vontade de chorar só porque eu vi um filme bonito!
Ah, como é bom ser esse ser complicado, cheio de pequenas coisas que são tão grandiosas.
Como é delicioso ser essa mulher que não sabe onde pisa, mas tem a certeza de onde quer chegar.
Como é gostoso me confundir nos meus pensamentos, gritar comigo na frente do espelho, fazer as pazes com minha alma e me dar sapatos de presente.
Acho que é disso que eu preciso, não de sapatos (ok, de sapatos toda mulher sempre precisa), acho que preciso dos suspiros. Daquele sentimento gostoso de fazer as pazes com minha alma, de me entender com meus sentimentos, de dançar só pra me agradar, de sorrir só porque o céu é azul e eu me sinto viva.
Porque entre estar viva e se sentir viva existe uma diferença muito grande! Mas isso é assunto para um outro texto.
Agora vou fazer as pazes com minha alma, sorrir pra mim, deixar o texto desconexo de lado e andar em linha reta.
Afinal de contas, eu sou mulher, posso me dar ao luxo de ser complicada e de me entender segundos depois.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Eu te amo não diz tudo

"O cara diz que te ama, então tá! Ele te ama. Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado! Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas ouvir que é amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de quilômetros. A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras, precisam de lealdade, sinceridade, fidelidade... Sentir-se amado, é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você quando for preciso. Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou há dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água. Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão... Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta. Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!" Arnaldo jabor

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A personalidade fala mais alto.

Desde pequena você escuta: "tenha personalidade, não se deixe ser influenciada por outras pessoas" e aquela tão famosa frase: "não é porque todos fazem que você também tem que fazer, se seus amigos pulassem da ponte, você pularia também?".
Mas o tempo passa, você cresce, começa a mostrar essa tal de personalidade e passa a perceber as consequências que isso acarreta. Na escola você briga com seus amigos para defender os seus princípios, na faculdade passa a ser "a chata" porque tem uma opinião sobre tudo e defende seu ponto de vista com unhas e dentes, então você descobre a linha tênue entre defender seu ponto de vista e querer ter sempre a razão.
É difícil. A maioria das pessoas que se diz " de personalidade forte" tem a mania de sempre querer ter a razão. Comigo não poderia ser diferente.
Eu assumi a cabeça dura, o gênio forte e os meus princípios como sendo verdades incontestáveis. Contudo, ao vivenciar mais uma daquelas passagens de tempo, torna-se necessária a descoberta de que: eu não estou sempre certa. Assumir isso é uma passo para melhorar. Claro, não deixarei de defender o que penso, mas posso dar o braço a torcer, se os argumentos forem muito bons.
No final das contas, essa personalidade que me criou, sempre vai falar mais alto.
;)