Finais de relacionamento são complicados. Dói ver alguém lhe cobrar, com urgência, que devolva coisas esquecidas, presentes e até declarações de amor.
Mas, creio eu, que tão complicado quanto o término do relacionamento, é o que vem depois.
Como apagar de vez as lembranças de alguém que, por algum tempo, se fez presente de uma maneira tão intensa em sua vida? Como esquecer as diferentes maneiras de sorrir? Os gostos? As histórias? Como abandonar a amizade?
Acho que esse é o grande impasse que a maioria das pessoas enfrenta. Mas vejo da seguinte forma: se você não deixa o passado no lugar dele, o presente acaba ficando sufocado.
Claro, aquela pessoa fez parte da sua vida, ocupou seu espaço, mas se acabou, ela deve ficar no passado e não estar sempre presente, seja em cartas, fotos, lembranças que as pessoas insistem em escancarar.
Não vejo como alguém que foi ex pode fazer bem para o relacionamento atual.
Um vez, um namorado mantinha um relacionamento "intenso" com uma de suas ex namoradas, afirmava que tratava-se apenas de uma amizade, que não existia sentimento algum entre os dois, que a história havia ficado no passado e todo o "amor" acabou junto com o namoro.
Desconfiada, eu tentava não me importar com as fotos no computador dele, com os e-mails guardados em um arquivo separado, com os depoimentos no orkut e nem com os telefonemas. Pensava: "Bem, eles fizeram parte um da vida do outro, é completamente normal que ainda queiram manter um vínculo". Ela (a ex), por sua vez, afirmava que mantinha apenas um carinho imenso por ele e que tudo que mais queria era vê-lo feliz. Pois bem, eu acreditei, até que, em um dia de Natal, ela foi levar o presente dele.... Nem preciso dizer qual era o presente, certo?
Acho que foi daí que surgiu minha grande aversão por ex namoradas, meu receio quando uma surge na vida de quem eu amo dizendo que sente um "imenso carinho" pela pessoa que está comigo.
Sim, nenhum relacionamento é igual ao outro, se fosse, não faria sentido viver aquela mesma história que você sabe bem como começa e como termina. E, sabe melhor ainda, que o final não é nada parecido com aquele: " e viveram felizes para sempre".
Claro, acredito que alguns ex namorados podem muito bem ser amigos, contanto, que o relacionamento tenha acabado porque virou uma amizade, porque os dois viram que não dava mais. Caso contrário, quando acaba ainda existindo sentimento e, principalmente, quando existiram recaídas após o término, isso passa a ser inviável.
Assim aprendi com o tempo: não me conte seu passado se eu não puder fazer parte do seu futuro. Não deixe seu passado fazer parte do meu presente, o mantenha no lugar dele, a história não é minha e não faço a menor questão de viver ela, mesmo que seja através de lembranças.
O passado deveria ficar no lugar dele, acho que é por isso que se chama assim.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
sábado, 19 de dezembro de 2009
Meus dias estão estranhos, algo me incomoda, eu não sei ao certo o que é, sei que é comigo, algo me incomoda em mim, na cabeça, me deixa atordoada e sem muita direção.
Meu humor não anda dos melhores, justamente por isso ai que eu não sei o que é.
Eu sinto falta de dançar, de ter meus pés doendo por não parar de rodopiar... Sinto a estranha necessidade de me ocupar, de fazer coisas, mas meu corpo não comporta isso e pede descanso!
Meus pensamentos tomam rumos que não me agradam, sinto vontade de gritar, mas de gritar comigo por me sentir assim!
Às vezes queria me perder um pouco, me perder de tudo, sumir comigo, deixa o mundo pra lá, tudo me parece tão tedioso, tão sem graça, tão sem cor... o única parte boa é quando eu o vejo... ele abre aquele sorriso lindo, me abraça, me beija com carinho e nem precisa dizer nada, aquele nuvem cinzenta deixa de me perseguir. Em meio a todo esse marasmo ele me provoca um turbilhão de sentimentos, me faz sentir viva e querer jogar toda a parte ruim pra bem longe!
T
alvez ele nem saiba... mas ele é a melhor parte do meu dia. O difícil é quando ele vai embora, ou quando eu vou embora, não gosto de soltar a mão dele, parece que me solto da minha melhor parte... é ai que meu dia volta a ser tedioso!
Mas fora isso, todas as outras coisas me deixam irritada, talvez seja o momento atual, talvez seja o não conseguir a melhora que eu esperava... Que raiva eu sinto disso... Argh! Quanta braveza pra uma menina tão pequena! Talvez eu precise dançar... é isso que me falta...
Na realidade eu não sei... ou sei e escondo de mim... é... eu sei e escondo de mim! Sinto falta de não pensar tanto, de complicar menos, de me importar menos, de saber dizer com vozes e não letras... Não me lembro quando foi que me perdi, sei que faz tanto tempo que eu já nem lembrava que estava perdida.
Complicado não? Deve ser por isso que tudo me parece estranho, porque agora eu me vi perdida.... E como eu explico isso tudo? Ai... que saco, né?
Ser mulher, algumas vezes, me irrita... ser eu algumas vezes me irrita...
Meu humor não anda dos melhores, justamente por isso ai que eu não sei o que é.
Eu sinto falta de dançar, de ter meus pés doendo por não parar de rodopiar... Sinto a estranha necessidade de me ocupar, de fazer coisas, mas meu corpo não comporta isso e pede descanso!
Meus pensamentos tomam rumos que não me agradam, sinto vontade de gritar, mas de gritar comigo por me sentir assim!
Às vezes queria me perder um pouco, me perder de tudo, sumir comigo, deixa o mundo pra lá, tudo me parece tão tedioso, tão sem graça, tão sem cor... o única parte boa é quando eu o vejo... ele abre aquele sorriso lindo, me abraça, me beija com carinho e nem precisa dizer nada, aquele nuvem cinzenta deixa de me perseguir. Em meio a todo esse marasmo ele me provoca um turbilhão de sentimentos, me faz sentir viva e querer jogar toda a parte ruim pra bem longe!
T
alvez ele nem saiba... mas ele é a melhor parte do meu dia. O difícil é quando ele vai embora, ou quando eu vou embora, não gosto de soltar a mão dele, parece que me solto da minha melhor parte... é ai que meu dia volta a ser tedioso!
Mas fora isso, todas as outras coisas me deixam irritada, talvez seja o momento atual, talvez seja o não conseguir a melhora que eu esperava... Que raiva eu sinto disso... Argh! Quanta braveza pra uma menina tão pequena! Talvez eu precise dançar... é isso que me falta...
Na realidade eu não sei... ou sei e escondo de mim... é... eu sei e escondo de mim! Sinto falta de não pensar tanto, de complicar menos, de me importar menos, de saber dizer com vozes e não letras... Não me lembro quando foi que me perdi, sei que faz tanto tempo que eu já nem lembrava que estava perdida.
Complicado não? Deve ser por isso que tudo me parece estranho, porque agora eu me vi perdida.... E como eu explico isso tudo? Ai... que saco, né?
Ser mulher, algumas vezes, me irrita... ser eu algumas vezes me irrita...
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Aquele sentimento.
Em alguns dias a solidão decide ser a nossa melhor companheira. Ela chega, se aloja, não dá nenhuma explicação e nem diz quando vai embora.
Você escuta as conversas das pessoas, sorri e concorda com o que elas dizem mas, na verdade, não ouviu, se quer, uma palavra do que lhe foi dito.
Junto com essa tal de solidão, aparece uma melancolia para acompanhar, aparecem as lembranças e a tentativa, muitas vezes frustrada, de tentar entender como se foi parar neste exato local.
Você decide ligar para os amigos, para o namorado, passear com o cachorro, ouvir música.... E, no final, nada disso funciona como deveria.
É algo mais forte do que o imaginado, mais completo do que o esperado e mais real do que todo o resto.
Então, imagino eu, você começa a tentar buscar explicações, pensa em alternativas, tenta achar o momento em que tudo isso começou para poder resolver, de uma vez por todas, essa situação! Pensa que a solidão é apenas um estado de espírito, que você precisa dela para conseguir organizar cada uma dos seus pensamentos malucos! Que ligar para os amigos não vai adiantar, já que ninguém mais vai conseguir entender o que se passa dentro da sua cabecinha repleta de devaneios. Que falar com o namorado não adianta, ele não tem bola de cristal e, mesmo se tivesse, não conseguiria compreender os seus pensamentos.
É neste momento que você enxerga: preciso disso para entender toda essa bagunça que eu mesma criei! Então você sossega, aquieta o coração e tenta se entender com seus pensamentos.
Percebe que sente falta, não de alguém, não de uma coisa, não de algo físico! Sente falta de saber para onde estava indo, de ter certeza do que sente...
Eu penso: talvez você precise de um banho de chuva, para lavar a alma... talvez precise de um abraço apertado, aquele que vai tranquilizar seu coração, talvez precise de um sorriso... Sim... aquele sorriso mesmo! Aquele que te faz entender onde tudo começou e te faz saber como quer que sua história continue.
Você escuta as conversas das pessoas, sorri e concorda com o que elas dizem mas, na verdade, não ouviu, se quer, uma palavra do que lhe foi dito.
Junto com essa tal de solidão, aparece uma melancolia para acompanhar, aparecem as lembranças e a tentativa, muitas vezes frustrada, de tentar entender como se foi parar neste exato local.
Você decide ligar para os amigos, para o namorado, passear com o cachorro, ouvir música.... E, no final, nada disso funciona como deveria.
É algo mais forte do que o imaginado, mais completo do que o esperado e mais real do que todo o resto.
Então, imagino eu, você começa a tentar buscar explicações, pensa em alternativas, tenta achar o momento em que tudo isso começou para poder resolver, de uma vez por todas, essa situação! Pensa que a solidão é apenas um estado de espírito, que você precisa dela para conseguir organizar cada uma dos seus pensamentos malucos! Que ligar para os amigos não vai adiantar, já que ninguém mais vai conseguir entender o que se passa dentro da sua cabecinha repleta de devaneios. Que falar com o namorado não adianta, ele não tem bola de cristal e, mesmo se tivesse, não conseguiria compreender os seus pensamentos.
É neste momento que você enxerga: preciso disso para entender toda essa bagunça que eu mesma criei! Então você sossega, aquieta o coração e tenta se entender com seus pensamentos.
Percebe que sente falta, não de alguém, não de uma coisa, não de algo físico! Sente falta de saber para onde estava indo, de ter certeza do que sente...
Eu penso: talvez você precise de um banho de chuva, para lavar a alma... talvez precise de um abraço apertado, aquele que vai tranquilizar seu coração, talvez precise de um sorriso... Sim... aquele sorriso mesmo! Aquele que te faz entender onde tudo começou e te faz saber como quer que sua história continue.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Colecionadores.
"Já fui muito ciumenta. Já fui traída muitas e muitas vezes...
Já fui atrás de evidências todas as vezes em que me sentia ameaçada e insegura. Coisas de quem amava muito.Sim, quem ama fica inseguro. Mas sinceramente...Que corno nunca foi inseguro, me diz? Rs. Impossível!
Por isso... Atenção! A prova mais concreta de que alguém não está nem aí pra você é quando esse alguém deixa - sem se preocupar - espalhadas, por todos os lados, amostras e rastros de que não é só você que ocupa aquele lugar.
E você cegamente, sem querer acreditar, sabe que há outros tipos de sentimentos alí que não são seus. Há mais. Há brincos, fios de cabelo, maquiagem na toalha de rosto, blusa de frio de uma cor que você não gosta ...
Eu nunca tive muita vocação pra fazer papel de idiota. Sempre percebi nas entrelinhas coisas comprometedoras e, acreditem, não costumo falhar. Vez ou outra uma injustiça acontece, claro, mas vale o fato de que a culpa é menos sua do que de quem faz.
As evidências existem. E elas são a maior prova de que um amor chegou ao fim. A gente só precisa aprender a enxergá-las.
Um dos meus namorados, eu observava, tinha alguns brincos (sem o par) em algum canto da casa. Foram uns três. Não dava pra saber se tinha sido antes, ou depois, da minha aparição na vida dele. Mas o fato é que esses brincos nunca foram jogados fora, estavam sempre ali, pendurados ou deixados em algum lugar sem importância mas me lembrando que haviam outras meninas antes, durante ou depois.
É... nunca se pode confiar em colecionadores de brincos... Ou de sentimentos, de passados que insistem em fazer parte do presente... de fotos com sorrisos que não são seus...
Colecionadores, são sempre colecionadores e nada mais do que isso." A.R
Já fui atrás de evidências todas as vezes em que me sentia ameaçada e insegura. Coisas de quem amava muito.Sim, quem ama fica inseguro. Mas sinceramente...Que corno nunca foi inseguro, me diz? Rs. Impossível!
Por isso... Atenção! A prova mais concreta de que alguém não está nem aí pra você é quando esse alguém deixa - sem se preocupar - espalhadas, por todos os lados, amostras e rastros de que não é só você que ocupa aquele lugar.
E você cegamente, sem querer acreditar, sabe que há outros tipos de sentimentos alí que não são seus. Há mais. Há brincos, fios de cabelo, maquiagem na toalha de rosto, blusa de frio de uma cor que você não gosta ...
Eu nunca tive muita vocação pra fazer papel de idiota. Sempre percebi nas entrelinhas coisas comprometedoras e, acreditem, não costumo falhar. Vez ou outra uma injustiça acontece, claro, mas vale o fato de que a culpa é menos sua do que de quem faz.
As evidências existem. E elas são a maior prova de que um amor chegou ao fim. A gente só precisa aprender a enxergá-las.
Um dos meus namorados, eu observava, tinha alguns brincos (sem o par) em algum canto da casa. Foram uns três. Não dava pra saber se tinha sido antes, ou depois, da minha aparição na vida dele. Mas o fato é que esses brincos nunca foram jogados fora, estavam sempre ali, pendurados ou deixados em algum lugar sem importância mas me lembrando que haviam outras meninas antes, durante ou depois.
É... nunca se pode confiar em colecionadores de brincos... Ou de sentimentos, de passados que insistem em fazer parte do presente... de fotos com sorrisos que não são seus...
Colecionadores, são sempre colecionadores e nada mais do que isso." A.R
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Tão pouco...
Os caminhos que te levam pra um determinado lugar, não são necessariamente os que você deve seguir.Algumas vezes o mundo te sufoca, as vezes é pouco tudo o que você vive... como se você tivesse asas e o mundo inteiro te esperasse mas, ainda assim, algo te impedisse de voar.
O grito está preso, falta pouco pra soltar, mas ele não sai... você precisa de mais, você precisa trilhar seu caminho... aquilo é pouco, muito pouco...
Parece que existe uma ancora, eu nasci pra ser livre, pra trilhar o meu caminho e, ele é longo e nada parecido com o que eu tô vivendo.
No meu caminho existem aviões, viagens, pessoas, línguas diferentes... no meu caminho existem conquistas! Conquistas, desafios... isso tudo é pouco! Mas isso tudo faz parte da escolha que eu fiz!
Não, eu não fiz essa escolha, o que eu decidi era diferente, me levaria pra mais longe... isso aqui é pouco.Eu preciso de outra direção, de outro caminho, de novas vitórias... isso aqui é pouco.Isso me sufoca, eu preciso de mais!
Não que eu entenda o que cada sinal quer dizer. Não que eu tenha motivos pra querer entender. Não que a verdade seja a forma mais fácil. Não que eu esteja triste.Não que eu esteja feliz de fato. Não que as escolhas não reflitam o que cada um por dentro. Elas refletem... Cada escolha reflete o que cada um é por dentro... isso me deixa feliz, eu sou um pouco mais bonita do que achava... Algumas pessoas são tão mais feias do que eu jamais poderia imaginar....
O grito está preso, falta pouco pra soltar, mas ele não sai... você precisa de mais, você precisa trilhar seu caminho... aquilo é pouco, muito pouco...
Parece que existe uma ancora, eu nasci pra ser livre, pra trilhar o meu caminho e, ele é longo e nada parecido com o que eu tô vivendo.
No meu caminho existem aviões, viagens, pessoas, línguas diferentes... no meu caminho existem conquistas! Conquistas, desafios... isso tudo é pouco! Mas isso tudo faz parte da escolha que eu fiz!
Não, eu não fiz essa escolha, o que eu decidi era diferente, me levaria pra mais longe... isso aqui é pouco.Eu preciso de outra direção, de outro caminho, de novas vitórias... isso aqui é pouco.Isso me sufoca, eu preciso de mais!
Não que eu entenda o que cada sinal quer dizer. Não que eu tenha motivos pra querer entender. Não que a verdade seja a forma mais fácil. Não que eu esteja triste.Não que eu esteja feliz de fato. Não que as escolhas não reflitam o que cada um por dentro. Elas refletem... Cada escolha reflete o que cada um é por dentro... isso me deixa feliz, eu sou um pouco mais bonita do que achava... Algumas pessoas são tão mais feias do que eu jamais poderia imaginar....
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Quando....
Quando se coloca a felicidade nas mãos de alguém, se tem grandes chances de ser infeliz.
Quando se entrega o coração para alguém, a probabilidade de ele se despedaçar é imensa, talvez não porque aquela pessoa seja má, ruim ou algo do gênero, talvez seja apenas por não saber o quanto dói ter um coração despedaçado.
Até onde vai a sua liberdade? Difícil, né? Até onde se deixar levar? Até onde entender que a vida do outro é a vida do outro e a sua é a sua, mesmo que vocês vivam juntos?
A linha entre amor e amarras é muito fina e muito fácil de ser ultrapassada, muitas vezes sem querer, muitas vezes sem desejar, mas e quando passa? Como faz pra voltar e deixar tudo mais tranquilo?
Como retomar uma vida que você escolheu deixar pra trás porque assim achou que seria mais feliz? E que felicidade é essa que nunca está completa...
Acho que a gente passa muito tempo buscando essa tal felicidade e esquece um pouco de viver.
Esquece de se dar a chance de ser você, de olhar só pelo prazer de enxergar algo e não com a necessidade de ver aquilo que todos vêem.
As vezes a necessidade de ter aquele alguém do seu lado, faz com que você esqueça um pouco quem você é... Quem sempre foi e quem gostaria de voltar a ser.
Não é culpa sua, é culpa de quem você tentou ser...
Quando se entrega o coração para alguém, a probabilidade de ele se despedaçar é imensa, talvez não porque aquela pessoa seja má, ruim ou algo do gênero, talvez seja apenas por não saber o quanto dói ter um coração despedaçado.
Até onde vai a sua liberdade? Difícil, né? Até onde se deixar levar? Até onde entender que a vida do outro é a vida do outro e a sua é a sua, mesmo que vocês vivam juntos?
A linha entre amor e amarras é muito fina e muito fácil de ser ultrapassada, muitas vezes sem querer, muitas vezes sem desejar, mas e quando passa? Como faz pra voltar e deixar tudo mais tranquilo?
Como retomar uma vida que você escolheu deixar pra trás porque assim achou que seria mais feliz? E que felicidade é essa que nunca está completa...
Acho que a gente passa muito tempo buscando essa tal felicidade e esquece um pouco de viver.
Esquece de se dar a chance de ser você, de olhar só pelo prazer de enxergar algo e não com a necessidade de ver aquilo que todos vêem.
As vezes a necessidade de ter aquele alguém do seu lado, faz com que você esqueça um pouco quem você é... Quem sempre foi e quem gostaria de voltar a ser.
Não é culpa sua, é culpa de quem você tentou ser...
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Assim....
Ando distraída, vagando pelos meus próprios pensamentos, tentando entender o que sinto, brigando comigo por não seguir a diante com minhas promessas...
Ando suspirando, esperando que sonhos se tornem realidade, que verdades venham a tona em meio a um turbilhão de pensamentos, que mascaras deixem de existir, que sentimentos sejas expostos a mim, assim como escancaro os meus...
Ando divagando, escondendo minhas angustias, falando sobre assuntos que não conheço com a propriedade de quem os estudou a vida inteira...
Ando completa, nasci completa, mas sinto falta... a falta de um pedaço, de um todo, de um cheiro, de uma respiração, de um abraço, de um sorriso, de um olhar, de uma palavra...
Ando sem saber, tentando descobrir o caminho, a história, os erros, as desculpas, as falas, os começos...
Ando assim, imersa em tudo e querendo chegar a algum lugar, com pensamentos soltos, sentimentos misturados, verdades contraditórias, histórias sem final ou mesmo um começo... ando aplicando o gerundismo em sentimentos, vontades e contos.
Continuo assim, até achar um ponto final onde, até agora, só coloquei virgulas.
Ando suspirando, esperando que sonhos se tornem realidade, que verdades venham a tona em meio a um turbilhão de pensamentos, que mascaras deixem de existir, que sentimentos sejas expostos a mim, assim como escancaro os meus...
Ando divagando, escondendo minhas angustias, falando sobre assuntos que não conheço com a propriedade de quem os estudou a vida inteira...
Ando completa, nasci completa, mas sinto falta... a falta de um pedaço, de um todo, de um cheiro, de uma respiração, de um abraço, de um sorriso, de um olhar, de uma palavra...
Ando sem saber, tentando descobrir o caminho, a história, os erros, as desculpas, as falas, os começos...
Ando assim, imersa em tudo e querendo chegar a algum lugar, com pensamentos soltos, sentimentos misturados, verdades contraditórias, histórias sem final ou mesmo um começo... ando aplicando o gerundismo em sentimentos, vontades e contos.
Continuo assim, até achar um ponto final onde, até agora, só coloquei virgulas.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Liberdade.
Eu gosto de manter as pessoas livres. Gosto que estejam comigo porque querem e não porque algo as induz a isso.
Uma vez eu li: “Quer ir? Vai. Eu não vou te segurar. O que não dá certo é segurar uma pessoa contra a vontade, apelar pro lado emocional. (...) Existem algumas harmonias que é melhor não mexer, estraga a música.”
Eu concordo plenamente, algumas harmonias devem ser mantidas exatamente da maneira que foram compostas, sem alterar nenhuma nota, sem mover um suspiro de lugar, já que se assim o fosse, a música perderia o sentido.
Por isso prezo a liberdade. Gosto de pés nos chão, vento no rosto, vestido rodado e muitas cores. Gosto de estar livre, de me manter serena, de ter meu coração cheio e limpo. Gosto de manter as pessoas livres, deixar que tenham a escolha de estar ao meu lado ou não. Prefiro que se aproximem de mim porque isso as agrada, porque isso lhes faz bem.
É tão complicado definir o sentimento de liberdade, principalmente quando ele se vê fazendo parte de um relacionamento repleto de tantos outros sentimentos.
Preciso saber que meus amigos têm a certeza que podem estar longe, podem sumir do mundo e, quando voltarem, eu vou estar aqui, com o mesmo sorriso estampado, o mesmo olhar doce e com o mesmo carinho materno para lhes receber de volta.
Gosto que meus amores sejam verdadeiros comigo, estejam comigo porque querem, porque o corpo pede, porque a alma deseja, porque minha presença faz falta e não porque eu virei um hábito, uma rotina, uma parte de um todo insignificante.
Eu gosto de me sentir inteira e, sem ser livre eu não sei ser completa.
Gosto das pessoas livres pra elas saberem que podem ir quando quiserem, que eu não vou me importar em sentir saudades.
Uma vez eu li: “Quer ir? Vai. Eu não vou te segurar. O que não dá certo é segurar uma pessoa contra a vontade, apelar pro lado emocional. (...) Existem algumas harmonias que é melhor não mexer, estraga a música.”
Eu concordo plenamente, algumas harmonias devem ser mantidas exatamente da maneira que foram compostas, sem alterar nenhuma nota, sem mover um suspiro de lugar, já que se assim o fosse, a música perderia o sentido.
Por isso prezo a liberdade. Gosto de pés nos chão, vento no rosto, vestido rodado e muitas cores. Gosto de estar livre, de me manter serena, de ter meu coração cheio e limpo. Gosto de manter as pessoas livres, deixar que tenham a escolha de estar ao meu lado ou não. Prefiro que se aproximem de mim porque isso as agrada, porque isso lhes faz bem.
É tão complicado definir o sentimento de liberdade, principalmente quando ele se vê fazendo parte de um relacionamento repleto de tantos outros sentimentos.
Preciso saber que meus amigos têm a certeza que podem estar longe, podem sumir do mundo e, quando voltarem, eu vou estar aqui, com o mesmo sorriso estampado, o mesmo olhar doce e com o mesmo carinho materno para lhes receber de volta.
Gosto que meus amores sejam verdadeiros comigo, estejam comigo porque querem, porque o corpo pede, porque a alma deseja, porque minha presença faz falta e não porque eu virei um hábito, uma rotina, uma parte de um todo insignificante.
Eu gosto de me sentir inteira e, sem ser livre eu não sei ser completa.
Gosto das pessoas livres pra elas saberem que podem ir quando quiserem, que eu não vou me importar em sentir saudades.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
“Mulherzisse”
Quantas vezes não me deparei com pensamentos confusos no meio de uma madrugada? “Mulherzisses”, assim que eu defino.
Digam o que for, mulher é complicada! Muda de sentimento, de pensamento, de atitude. É movida por sentimentos, se deixa controlar por eles e, quando está de TPM, aí sim é um verdadeiro “Deus nos acuda”.
Não é fácil pra nós nos entendermos, imagina então pra quem está do lado de fora? E foi em uma dessas crises de “mulherzisse” que eu decidi escrever. Mas escrever sobre o que? Sobre sentimentos? Sobre saudades? Sobre inseguranças? Sobre escolhas? Sobre pensamentos? Sobre caminhos? Sobre destinos? Tudo embaralhado? Tudo junto? Um pouco de cada coisa?
Eu poderia contar minha vida, minhas histórias, minhas experiências, minhas virtudes, meus erros, minhas loucuras, minhas meninices... Poderia contar que, algumas vezes, eu leio um texto que se enquadra muito mais no meu sentimento momentâneo do que eu jamais poderia escrever, poderia procurar um texto desses... Poderia ligar pra uma amiga e conversar ao invés de escrever palavras desconexas... Mas esse não é o objetivo. Então qual é ele? Alguém sabe?
Acho que a verdade é que preciso escrever sobre minhas mulherzisses, sobre meus momentos insanos, sobre minhas gargalhadas sem motivos, sobre a vontade de chorar só porque eu vi um filme bonito!
Ah, como é bom ser esse ser complicado, cheio de pequenas coisas que são tão grandiosas.
Como é delicioso ser essa mulher que não sabe onde pisa, mas tem a certeza de onde quer chegar.
Como é gostoso me confundir nos meus pensamentos, gritar comigo na frente do espelho, fazer as pazes com minha alma e me dar sapatos de presente.
Acho que é disso que eu preciso, não de sapatos (ok, de sapatos toda mulher sempre precisa), acho que preciso dos suspiros. Daquele sentimento gostoso de fazer as pazes com minha alma, de me entender com meus sentimentos, de dançar só pra me agradar, de sorrir só porque o céu é azul e eu me sinto viva.
Porque entre estar viva e se sentir viva existe uma diferença muito grande! Mas isso é assunto para um outro texto.
Agora vou fazer as pazes com minha alma, sorrir pra mim, deixar o texto desconexo de lado e andar em linha reta.
Afinal de contas, eu sou mulher, posso me dar ao luxo de ser complicada e de me entender segundos depois.
Digam o que for, mulher é complicada! Muda de sentimento, de pensamento, de atitude. É movida por sentimentos, se deixa controlar por eles e, quando está de TPM, aí sim é um verdadeiro “Deus nos acuda”.
Não é fácil pra nós nos entendermos, imagina então pra quem está do lado de fora? E foi em uma dessas crises de “mulherzisse” que eu decidi escrever. Mas escrever sobre o que? Sobre sentimentos? Sobre saudades? Sobre inseguranças? Sobre escolhas? Sobre pensamentos? Sobre caminhos? Sobre destinos? Tudo embaralhado? Tudo junto? Um pouco de cada coisa?
Eu poderia contar minha vida, minhas histórias, minhas experiências, minhas virtudes, meus erros, minhas loucuras, minhas meninices... Poderia contar que, algumas vezes, eu leio um texto que se enquadra muito mais no meu sentimento momentâneo do que eu jamais poderia escrever, poderia procurar um texto desses... Poderia ligar pra uma amiga e conversar ao invés de escrever palavras desconexas... Mas esse não é o objetivo. Então qual é ele? Alguém sabe?
Acho que a verdade é que preciso escrever sobre minhas mulherzisses, sobre meus momentos insanos, sobre minhas gargalhadas sem motivos, sobre a vontade de chorar só porque eu vi um filme bonito!
Ah, como é bom ser esse ser complicado, cheio de pequenas coisas que são tão grandiosas.
Como é delicioso ser essa mulher que não sabe onde pisa, mas tem a certeza de onde quer chegar.
Como é gostoso me confundir nos meus pensamentos, gritar comigo na frente do espelho, fazer as pazes com minha alma e me dar sapatos de presente.
Acho que é disso que eu preciso, não de sapatos (ok, de sapatos toda mulher sempre precisa), acho que preciso dos suspiros. Daquele sentimento gostoso de fazer as pazes com minha alma, de me entender com meus sentimentos, de dançar só pra me agradar, de sorrir só porque o céu é azul e eu me sinto viva.
Porque entre estar viva e se sentir viva existe uma diferença muito grande! Mas isso é assunto para um outro texto.
Agora vou fazer as pazes com minha alma, sorrir pra mim, deixar o texto desconexo de lado e andar em linha reta.
Afinal de contas, eu sou mulher, posso me dar ao luxo de ser complicada e de me entender segundos depois.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Eu te amo não diz tudo
"O cara diz que te ama, então tá! Ele te ama. Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado! Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas ouvir que é amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de quilômetros. A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras, precisam de lealdade, sinceridade, fidelidade... Sentir-se amado, é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você quando for preciso. Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou há dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água. Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão... Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta. Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!" Arnaldo jabor
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
A personalidade fala mais alto.
Desde pequena você escuta: "tenha personalidade, não se deixe ser influenciada por outras pessoas" e aquela tão famosa frase: "não é porque todos fazem que você também tem que fazer, se seus amigos pulassem da ponte, você pularia também?".
Mas o tempo passa, você cresce, começa a mostrar essa tal de personalidade e passa a perceber as consequências que isso acarreta. Na escola você briga com seus amigos para defender os seus princípios, na faculdade passa a ser "a chata" porque tem uma opinião sobre tudo e defende seu ponto de vista com unhas e dentes, então você descobre a linha tênue entre defender seu ponto de vista e querer ter sempre a razão.
É difícil. A maioria das pessoas que se diz " de personalidade forte" tem a mania de sempre querer ter a razão. Comigo não poderia ser diferente.
Eu assumi a cabeça dura, o gênio forte e os meus princípios como sendo verdades incontestáveis. Contudo, ao vivenciar mais uma daquelas passagens de tempo, torna-se necessária a descoberta de que: eu não estou sempre certa. Assumir isso é uma passo para melhorar. Claro, não deixarei de defender o que penso, mas posso dar o braço a torcer, se os argumentos forem muito bons.
No final das contas, essa personalidade que me criou, sempre vai falar mais alto.
;)
Mas o tempo passa, você cresce, começa a mostrar essa tal de personalidade e passa a perceber as consequências que isso acarreta. Na escola você briga com seus amigos para defender os seus princípios, na faculdade passa a ser "a chata" porque tem uma opinião sobre tudo e defende seu ponto de vista com unhas e dentes, então você descobre a linha tênue entre defender seu ponto de vista e querer ter sempre a razão.
É difícil. A maioria das pessoas que se diz " de personalidade forte" tem a mania de sempre querer ter a razão. Comigo não poderia ser diferente.
Eu assumi a cabeça dura, o gênio forte e os meus princípios como sendo verdades incontestáveis. Contudo, ao vivenciar mais uma daquelas passagens de tempo, torna-se necessária a descoberta de que: eu não estou sempre certa. Assumir isso é uma passo para melhorar. Claro, não deixarei de defender o que penso, mas posso dar o braço a torcer, se os argumentos forem muito bons.
No final das contas, essa personalidade que me criou, sempre vai falar mais alto.
;)
domingo, 30 de agosto de 2009
Música para o coração...
Eu preciso de música para meus ouvidos, talvez nem seja para os ouvidos, talvez seja para o coração.Alguém, por favor, me alcança aquela nota musical ali em cima?
É! Com ela eu faço a minha música, ensaio meus passos, volto a rodopiar com saia rosada e sapatilhas que me faziam flutuar.Sentimento é algo que não se explica, não se toca, não se vê... sentimento talvez nem tenha uma definição exata, talvez não tenha como descrever em detalhes o que acontece cada vez que seu corpo é jogado para o alto e os movimentos tornam-se leves.
A explosão que acontece dentro do corpo quando escuta: ANGE SAUT D’ ou mesmo um simples Á LA SECONDE.
Talvez nem eu entenda o que acontece dentro de mim, talvez seja a maneira mais simples de exteriorizar cada um dos sentimentos mais bem guardados, talvez seja por isso que a dor passa a ser secundária, talvez... talvez... talvez...
Os suspiros no final não serão de alívio, serão de satisfação, de alegria, contemplamento, de orgulho, de saber que está onde queria, onde tanto se desejou.E as memórias? O que fazer com elas? Eu digo! Digo? Pelo menos tento... Tire as memórias da caixa, enfrente o que cada uma delas significa, cada memória construiu um pouco do que você é hoje... do que eu sou... Procurando bem todo mundo tem defeitos... até a bailarina os tem! Que me desculpe Chico Buarque, mas procurando bem até a bailarina tem defeitos!
O que mais ela tem que a torna especial é a graça, a leveza a capacidade de sorrir enquanto o pé sangra dentro da sapatilha cor de rosa, é a desenvoltura com que dança e faz parecer que seu corpo pode tudo, todos movimentos imagináveis, todas as vontades possíveis e sonhos quase inatingíveis... BATTERIE! Mais uma vez e assim faz ficar perfeito!
É! Com ela eu faço a minha música, ensaio meus passos, volto a rodopiar com saia rosada e sapatilhas que me faziam flutuar.Sentimento é algo que não se explica, não se toca, não se vê... sentimento talvez nem tenha uma definição exata, talvez não tenha como descrever em detalhes o que acontece cada vez que seu corpo é jogado para o alto e os movimentos tornam-se leves.
A explosão que acontece dentro do corpo quando escuta: ANGE SAUT D’ ou mesmo um simples Á LA SECONDE.
Talvez nem eu entenda o que acontece dentro de mim, talvez seja a maneira mais simples de exteriorizar cada um dos sentimentos mais bem guardados, talvez seja por isso que a dor passa a ser secundária, talvez... talvez... talvez...
Os suspiros no final não serão de alívio, serão de satisfação, de alegria, contemplamento, de orgulho, de saber que está onde queria, onde tanto se desejou.E as memórias? O que fazer com elas? Eu digo! Digo? Pelo menos tento... Tire as memórias da caixa, enfrente o que cada uma delas significa, cada memória construiu um pouco do que você é hoje... do que eu sou... Procurando bem todo mundo tem defeitos... até a bailarina os tem! Que me desculpe Chico Buarque, mas procurando bem até a bailarina tem defeitos!
O que mais ela tem que a torna especial é a graça, a leveza a capacidade de sorrir enquanto o pé sangra dentro da sapatilha cor de rosa, é a desenvoltura com que dança e faz parecer que seu corpo pode tudo, todos movimentos imagináveis, todas as vontades possíveis e sonhos quase inatingíveis... BATTERIE! Mais uma vez e assim faz ficar perfeito!
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Não perca seu tempo...
"Verdade seja dita. Eu não sou como você esperava. Eu não sou uma barbie pra te acompanhar nos lugares que você frequenta. Eu não tenho um par de peitos de 300ml em cada um. Não tenho uma bunda de 102cm de diâmetro como a da Juliana Paes. Eu sou muito mais do que você espera. Muito mais do que você agüentaria. E talvez até mais do que você merece. Porque eu sou fiel aos meus sentimentos. Vou estar com você quando eu realmente quiser estar. Vou te ligar quando eu quiser falar com você. Porque eu não passo vontade. E nem vou passar vontade de você. Não vou fazer joguinho. Eu me entrego mesmo. Assim. Na lata. Eu abro meu coração. Rasgo o verbo. Me dou em prosa. E se te disser que não te quero, meu olhar vai me desmentir na tua frente. Porque eu falo antes de pensar. Eu falo até sem sequer pensar. Eu penso falando. E se estou com você, aí, não penso duas vezes. Não penso em nada. Não quero mais nada. Então, não perca seu tempo comigo. Eu não sou um corpo que você achou na noite. Eu não sou uma boca que precisa ser beijada por outra qualquer. Eu não preciso do seu dinheiro. Muito menos do seu carro. Mas, talvez, eu precise dos seus braços. Das suas mãos quentes. Do seu colo pra eu me deitar. Do seu conselho quando meu lado menina não souber o que fazer do meu futuro. Eu não vou te pedir nada. Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar. Mas uma coisa, eu exijo. Quando estiver comigo, seja todo você. Corpo e alma. Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo. Mas, por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas. Eu não me iludo com presentes caros. Não, eu não estou à venda. Eu não quero saber onde você mora. Desde que você saiba o caminho da minha casa. Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se ganha o dia quando está comigo. Você não vai me ver mentir. Desista. Mentiria sobre a cor do meu cabelo. Sobre minha altura. Até sobre meus planos para o futuro. Mas não vou mentir sobre o que eu sinto. Nem sob tortura. Posso mentir sobre minha noite anterior. Sobre minha viagem inesquecível. Mas não agüentaria mentir sobre você por um segundo. Não na sua cara. Mentiria pras minhas amigas sobre a sua beleza. Diria que tem corpo de atleta e um quê de Don Juan (mesmo sabendo que elas iriam descobrir a farsa depois). Não me obrigue a jogar. Não me faça tirar você da minha vida.Insisto. Não perca seu tempo comigo. Porque eu não quero entrar no seu carro se não puder entrar na sua vida. Não me conte seu passado se eu não puder viver seu presente. Não faça planos comigo se não me incluir no seu futuro. Não me apresente seus amigos se, amanhã, vou virar só mais uma. Me poupe do trabalho de adivinhar seus pensamentos. Diga que me quer apenas quando for verdade. Diga que está com saudade apenas se sentir minha falta do seu lado. Peça minha companhia quando não desejar só meu corpo. Me ligue quando tiver algo pra dizer. Mas, por favor, me desligue quando não estiver mais afim de mim." A. R.
Falta...
"A gente não pode esperar de ninguém exatamente o que a gente oferece a essa pessoa. Cada um oferece o que quer. E isso não significa que não esteja oferecendo tudo que pode. Será? Não sei, mas to precisando acreditar nisso. Quando não dá mais pra ficar batendo de frente é melhor pensar em coisas assim. Afinal sofrer em doses homeopáticas ou em uma dose cavalar, no fim, não faz diferença alguma. Então to escolhendo as doses homeopáticas intercaladas com momentos de prazer. Acho que nesse momento é o melhor, mesmo estando longe do ideal. Já dizia a sabedoria popular “se não pode vencê-los, junte-se a eles”. É isso, to me juntando, tentando aprender algo novo na minha vida... O dom da paciência. Relaxar. Seguir a maré. Engolir a ansiedade. As expectativas. E viver de momentos. Não é o que dizem que vale a pena? Fazendo tudo isso porque também reza a lenda que "no fim tudo da certo, e se ainda não deu é porque não chegou ao fim". Meu Deus, que polianice isso! Fazer o que, sou de fases. Mulherzinha entranhada e assumida. Mas quem sabe, a meu ver ficaria melhor assim: “No fim tudo da certo... Demora muito pra acabar?” Sei lá. Vai que esses ditados são como aquela coisa de “aproveite o dia”, auto-ajuda barata e alienada. Mas eu ando alienada. Boba e louca também. Ok. Chega. É isso, estou me juntando esperando esse fim onde as coisas dão certo. Como me disseram “alguém lá em cima deve anotar esse tipo de coisa”... A. R.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
10% é para prestação de serviço.
"Não, eu não me contento com 10%! Isso é coisa que se dá à garçom por bom atendimento. Eu não estou prestando atendimento algum. Não estou aqui pra servir e agradar. Na verdade faço questão de nem agradar muitas vezes. Não sou escada. Não sou descartável. Não sou tentativa. Não sou o “eu posso vir a sentir...”. Não tente me amar por simplesmente precisar desesperadamente amar alguém. Ou pior, pra esquecer alguém. E sobre tudo, já disse, não subestime a minha inteligência. Ou sinta ou não sinta. Sei ver as palavras quer não me são ditas. Não sou areia pra tapar buraco dos outros. Minhas próprias feridas curo sozinha. Sem que ninguém assopre. Então não espere que eu assopre as suas. Não enfio o dedo na ferida também. Mas já venha com elas cicatrizadas. Ninguém é chave de salvação. E eu não sou. Pra que me querer, tem que querer só a mim. Alguma reclamação, entre em contato com o SAC.Ah! Desculpe, também não prestamos esse serviço." A. R.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Aquela música...
Hoje eu passei horas me dedicando a lembrar da sua maneira de sorrir, a lembrar de seus abraços apertados, da sua maneira de me olhar e de me despir... Não daquela maneira convencional, daquela outra maneira, a de arrancar as minhas máscaras e escancarar meus sentimentos.
Eu não entendia muito bem o que me encantava em você, de fato, tudo era muito novo. Eu declarei minhas aflições, mordi o lábio, igual fiz no dia em que nos conhecemos, lembra? Eu dançava sem me preocupar enquanto você me observava de longe... disse que foi isso que te encantou, não sei... A princípio, o que te trouxe até mim foi a maneira que eu sou sem nenhuma mentira. Como eu te disse: quando danço sou inteira, esqueço o mundo e me concentro em sentir o tremor provocado, em meu corpo, por cada nota musical...
Eu te sorri de lado, você entendeu meus olhares, eu me contive e você me libertou...
Agora é um começo, mas me prendo a finais e não me deixo ser inteira.
Coloca aquela música pra tocar? Assim eu me liberto e você me entende por completo.
Eu não entendia muito bem o que me encantava em você, de fato, tudo era muito novo. Eu declarei minhas aflições, mordi o lábio, igual fiz no dia em que nos conhecemos, lembra? Eu dançava sem me preocupar enquanto você me observava de longe... disse que foi isso que te encantou, não sei... A princípio, o que te trouxe até mim foi a maneira que eu sou sem nenhuma mentira. Como eu te disse: quando danço sou inteira, esqueço o mundo e me concentro em sentir o tremor provocado, em meu corpo, por cada nota musical...
Eu te sorri de lado, você entendeu meus olhares, eu me contive e você me libertou...
Agora é um começo, mas me prendo a finais e não me deixo ser inteira.
Coloca aquela música pra tocar? Assim eu me liberto e você me entende por completo.
domingo, 26 de julho de 2009
Metade...
Sabe do que eu gostava em você? Do jeito que você me olhava, como se não existisse mais ninguém em todo universo, da maneira que me abraçava e me fazia sentir que tudo ia ficar bem, eu amava a maneira como você fazia com que eu parasse de chorar, como corria pra me encontrar sempre que eu precisava de você, eu achava perfeita a maneira com que eu me alojava no seu peito e me sentia pequena, era só nesse momento que eu me permitia ser frágil, era só enquanto eu estava deitada no seu peito que me encontrava e esquecia o resto do mundo. Eu achava deliciosa a nossa maneira de preparar café da manha juntos, eu fazia os pães, você o leite e a gente ria juntos imaginando nossa vida de casados. Eu achava incrível quando eu adormecia nos seus braços e você não se movimentava só pra não me acordar. Eu achava perfeito cada "Eu te amo" que você me dizia, eu acreditava em cada palavra, cada suspiro, cada lágrima... E quando a gente chorava juntos? Você dizia que não queria me perder, eu dizia que era complicado, eu te fazia chorar, mas o que você não sabia era que te ver chorar me fazia ficar em farrapos, me fazia querer voltar o mundo no momento em que a gente acordava juntos e ria escovando os dentes enquanto imitava as cenas de um filme... Eu amava as nossas sextas-feiras vendo filme e comendo pizza, eu sentia o quanto era bom estar com você, mesmo que não estivéssemos fazendo nada, só o fato de estar com você já me bastava. Eu nunca te contei, mas a primeira vez que senti que te amava foi quando você chorou só porque eu estava chorando, foi quando você me acolheu e disse que nada mais ia me fazer mal, foi quando você mostrou que eu poderia contar com você... sempre... A nossa ligação era perfeita, você completava minhas frases, eu entendia seus olhares, você me protegia, eu te fazia crescer, você me fazia especial, eu te fazia entender, você me completava e eu te fazia sentir inteiro. E quando a gente brigava, eu dizia que nunca mais queria te ver, que odiava você, mas continuava brigando, não te contei, mas continuava brigando pra poder continuar a falar com você, mesmo que por grosserias, você tinha medo de mim, se desculpava e eu dizia que não ia perdoar, você sabia que eu estava mentindo. A gente se evitava, a gente não conseguia, a gente voltava no que dizia, a gente acertava os erros e prometia o mundo, a gente sorria de lado, a gente se olhava de longe, a gente se cuida mesmo que só em pensamento... E hoje eu sou só metade do inteiro que eu sinto!
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Acontece...!
"Esquartejamentos sentimentais acontecem, não há o que se possa fazer... assistimos com espanto, os pedaços inteiros que se perdem pra sempre. Pra sempre? Sim, afirmo: algumas coisas quando perdidas são pra sempre. Não que não fiquem marcadas, mas são gastas de tal forma, ou morrem com tal violência que não sobrevivem. Não, você não precisa olhar com tanto desconsolo, talvez seja natural que isso aconteça, não sei, não tenho todas as respostas...Imagine que, de repente, o “objeto de seu amor” (odeio essa expressão) não existiu, foi inventado por você no esqueleto de um estranho qualquer.Como desfazer ou descobrir a ilusão? Como culpar o outro por algo que foi criado além de entendimento e permissão? Ah, os truques com fundo falso que nossa mente é capaz ainda me fascinam. Seria como viver uma história em um mundo imaginario e acordar em uma realidade crua, sem artifícios, sem photoshop, entende? E depois olhar aterrorizado, procurando o familiar nas coisas vistas como se de primeira vez. Ou talvez, não, não seja nada disso, e invente coisas no sexto drink, para que seu coração não se contorça e te confesse que na verdade, o problema seja apenas deslealdade ou covardia. E sabe, riremos de tudo quando passar. Riremos o sorriso limpo de quem volta, com as marcas da guerra, não por sermos assassinos mas por sobrevivermos heroicamente ao excesso de medo. Riremos porque é assim que encaramos esse caminho: frente, peito aberto, sem gritar virtudes, sabendo bem de cada sombra dentro e de como range o peito em certos dias. Como a resposta que dei a minha avó quando me chamou de pássaro da asa quebrada: eu sempre vou poder voar. E mais alto do que muitos agüentariam. Lembro do seu rosto, querido, e do seu olhar sério, ali, naqueles segundos, eu estava de novo livre, asas firmes, prontas.Pois assim como aconteceu comigo, acontecerá contigo. Um dia desses, você acorda como se tivesse nascido naquele exato instante do abrir os olhos e notar-se vivo. Mas ao mesmo tempo, você sentirá que não é para tanto, é só o curso natural das coisas e como esse curso é bonito quando vivido de alma inteira..." A. R.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Dois lados...
Eu sempre começo pelo final... sempre sei onde quero chegar mas nunca chego lá. Sou sensível demais, emotiva demais e minto muito pra mim.
Se eu pudesse agarrar o mundo com as mãos, se eu pudesse não soltar mais, se eu pudesse mudar minha história, se eu pudesse escolher outros caminhos... talvez eu fosse mais forte, talvez mais verdadeira comigo, talvez menos sentimental, talvez menos frágil...
Ah essa minha fragilidade.. O que eu faço com ela? Eu sempre fiz pose de durona, sempre ergui o queixo e olhei de cima, sempre agarrei o travesseiro e chorei escondida.
A verdade é que eu sou uma menininha, daquelas que precisa de colo, afago, atenção... é.. eu sou essa criança, eu sou amparada por uma casaca... eu sou como um porco espinho, sempre que alguém chega perto eu afasto pra evitar ser machucada. Algumas vezes não funciona... tá, vamos ser realistas, na maioria das vezes não funciona e eu acabo voltando pro ponto onde eu parei.
Uma vez alguém me disse sabiamente: sobre sempre escolhe o caminho das pedras porque, por mais difícil que seja, você já conhece. Essa mesma pessoa me disse: por que você não tenta o caminho mais fácil, só pra variar um pouco? E eu fiquei pensando nisso, jurei pra mim que tentaria, mas não consgui, fui pelo mais difícil... maldita seja minha teimosia.
Agora eu preciso escolher... eu escolhi: estou substituindo meu coração por um de vidro, rosa e com gliter... assim eu não sinto mais.
Bom era o tempo em que eu acreditava que podia tudo, inclusive isso... bom era o tempo em que eu não me importava, bom era o tempo em que o sentimento que tomava conta do meu corpo me fazia flutuar, odeio ter os pés colados ao chão... odeio odiar tanto... gosto de sentimentos bonitos, gosto de flores e declarações, gosto de poemas, de livros, de histórias de amor com final feliz... gosto de colorido, de abraços apertados, de chuva morna em tarde de verão...
Gosto de sorrisos... gosto de olhos brilhando, gosto de gostar.. essa sou eu.. aquela menina, frágil que pinta o mundo com cores de aquarela essa que eu reduscubro agora e volto a ser...
Se eu pudesse agarrar o mundo com as mãos, se eu pudesse não soltar mais, se eu pudesse mudar minha história, se eu pudesse escolher outros caminhos... talvez eu fosse mais forte, talvez mais verdadeira comigo, talvez menos sentimental, talvez menos frágil...
Ah essa minha fragilidade.. O que eu faço com ela? Eu sempre fiz pose de durona, sempre ergui o queixo e olhei de cima, sempre agarrei o travesseiro e chorei escondida.
A verdade é que eu sou uma menininha, daquelas que precisa de colo, afago, atenção... é.. eu sou essa criança, eu sou amparada por uma casaca... eu sou como um porco espinho, sempre que alguém chega perto eu afasto pra evitar ser machucada. Algumas vezes não funciona... tá, vamos ser realistas, na maioria das vezes não funciona e eu acabo voltando pro ponto onde eu parei.
Uma vez alguém me disse sabiamente: sobre sempre escolhe o caminho das pedras porque, por mais difícil que seja, você já conhece. Essa mesma pessoa me disse: por que você não tenta o caminho mais fácil, só pra variar um pouco? E eu fiquei pensando nisso, jurei pra mim que tentaria, mas não consgui, fui pelo mais difícil... maldita seja minha teimosia.
Agora eu preciso escolher... eu escolhi: estou substituindo meu coração por um de vidro, rosa e com gliter... assim eu não sinto mais.
Bom era o tempo em que eu acreditava que podia tudo, inclusive isso... bom era o tempo em que eu não me importava, bom era o tempo em que o sentimento que tomava conta do meu corpo me fazia flutuar, odeio ter os pés colados ao chão... odeio odiar tanto... gosto de sentimentos bonitos, gosto de flores e declarações, gosto de poemas, de livros, de histórias de amor com final feliz... gosto de colorido, de abraços apertados, de chuva morna em tarde de verão...
Gosto de sorrisos... gosto de olhos brilhando, gosto de gostar.. essa sou eu.. aquela menina, frágil que pinta o mundo com cores de aquarela essa que eu reduscubro agora e volto a ser...
terça-feira, 7 de julho de 2009
Enfim...
Enfim ela acordou... olhou para os lados ainda ofegante e desejou que tudo não passasse de mais um sonho ruim.
Ela estava sozinha novamente e, dessa vez, construía muros mais altos para que ninguém pudesse adentrar em sua fortaleza. Enquanto colocava, cuidadosamente, pedra sobre pedra, amaldiçoava o dia em que deixou sua armadura de lado e se mostrou fraca.
Agora, sabia que isso não iria mais acontecer. Ela se conhece bem... e sabe quando vai se fechar para o mundo.
Nada compensaria as suas noites sem dormir e seus olhos inchados.
Mais uma vez ela arriscou e, mais uma vez, ela perdeu. Dessa vez perdeu muito, perdeu o coração, agora ela carrega o vazio no peito... aquele buraco com uma forma que não pode ser preenchida. Talvez ela seja boa em arrancar corações com uma espada e servi-los em uma bandeja de prata, mas não é boa em entregar o seu.
-Eu amaldiçôo o dia em que você nasceu! Gritou. Mas a vontade era entender como pode se doar tanto e perder o seu caminho. Culpa dele que não soube cuidar dela ou culpa dela que fraquejou e mostrou precisar de cuidados.
Agora o que ela faz? Arranca o coração do peito? É uma escolha, assim para de doer e ela nunca mais precisa sentir isso.
Para ela matar dragões é fácil, difícil é juntar todos os pedaços em que ela ficou.
Ela estava sozinha novamente e, dessa vez, construía muros mais altos para que ninguém pudesse adentrar em sua fortaleza. Enquanto colocava, cuidadosamente, pedra sobre pedra, amaldiçoava o dia em que deixou sua armadura de lado e se mostrou fraca.
Agora, sabia que isso não iria mais acontecer. Ela se conhece bem... e sabe quando vai se fechar para o mundo.
Nada compensaria as suas noites sem dormir e seus olhos inchados.
Mais uma vez ela arriscou e, mais uma vez, ela perdeu. Dessa vez perdeu muito, perdeu o coração, agora ela carrega o vazio no peito... aquele buraco com uma forma que não pode ser preenchida. Talvez ela seja boa em arrancar corações com uma espada e servi-los em uma bandeja de prata, mas não é boa em entregar o seu.
-Eu amaldiçôo o dia em que você nasceu! Gritou. Mas a vontade era entender como pode se doar tanto e perder o seu caminho. Culpa dele que não soube cuidar dela ou culpa dela que fraquejou e mostrou precisar de cuidados.
Agora o que ela faz? Arranca o coração do peito? É uma escolha, assim para de doer e ela nunca mais precisa sentir isso.
Para ela matar dragões é fácil, difícil é juntar todos os pedaços em que ela ficou.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Sobre fé e outras coisas...
"Então tudo tem duas visões: a de quem esta dentro - que geralmente é uma visão mais insana, mais egoísta. E a visão de quem esta fora - geralmente mais sensata, mais ampla. Ou não. Tem visões de quem esta fora que são, tão ou mais, insanas do que as suas próprias. Isso deve ter a ver com pessoas. Pessoas sensatas e pessoas insanas. Maduras e imaturas. As que respiram e pensam e as que agem num impulso momentâneo e fazem. E eu não preciso dizer em qual grupo estou. Depois de uma avaliação de alguém mais sensato você melhora, eu ousaria dizer que você se torna até um pouco positiva. Um pouco. Mas também, me pego pensando até que ponto isso não seria conformismo ou ilusão. Até que ponto ver a coisa toda desse foco não é, de fato, se enganar? A gente apela pra búzios, pra cartas de tarô e acredita naquilo, e faz toda força do mundo para acreditar naquilo. Ai entra a fé. Até que ponto você tem fé? Onde esta o limite entre sua fé, seu ceticismo e a realidade? A gente simplesmente crê e não vacila. Ou vacila, mas continua crendo. Mas é essa fé, daquelas bem fortes que faz a gente acreditar no novo, que faz a gente apostar que de uma forma ou de outra as coisas serão como queremos. Sim, nossa fé também é egoísta. O novo bom, o novo certo, claro que é do jeito que a gente quer. E a gente acredita e continua. Com fé. Porque tem coisa mais destrutiva do que insistir sem fé alguma? E não falo em fé ligando diretamente a uma religião, você pode ter fé que o monstro verde que mora no interior da terra irá comer todos os teus problemas. O monstro é seu e a fé muito mais! Uma das coisas que mais tenho tentado apreender é ser humilde. A engolir os não’s que a vida me enfia sem vomitar. A ser desprezada, chorar como uma cadela e acordar, ter fé e continuar. E a ter paciência e saber esperar. Me esforço todos os dias para ter paciência. Para tentar entender que o meu tempo não é o tempo do mundo. Há pessoas mais lentas. Nem todas têm essa ânsia e essa ansiedade. Nem todas têm esse desespero contido de que se não for agora não será em tempo algum. E a gente exercita a paciência e se fere com isso. Auto-flagelação. Quase nunca consigo... é verdade. Mas a tentativa pelo simples ato de tentar já deve servir de alguma coisa. Deve valer algum ponto em algum lugar, no destino, no céu, no paraíso. Em algum lugar tudo isso deve contar de algo. Um colunista muito famoso escreveu dias desses uma crônica que fala sobre o fazer falta. O “sinto sua falta” diz ele, é um dos mais lindos elogios que alguém pode te dizer. Quer coisa mais linda do que fazer falta? Eu não sei se faço falta a alguém. Mas sei que digo aos que me fazem falta o quanto essa falta dói. E isso por mais humilhante que possa parecer (e acreditem, algumas vezes realmente é!) também tem que valer de algo. Ai me lembro dessa coisa de fazer falta. Da vontade que dá de ir embora. De chorar e de ir embora simplesmente, para que te acolham, para que sintam faltam. No fundo para saber se sua ausência se tornará uma falta ou apenas um espaço em branco. A gente não sabe, não da pra sumir apenas pra tentar fazer falta. A gente vai seguindo em frente, continuando, com fé, com dor. Esperando que algum dia, alguém nesse ciclo louco que é a vida, pare e pense no quanto você faz falta. No quanto algum momento com você foi tão forte que fez essa pessoa parar e escrever: “penso em você, sinto sua falta”. A gente vai continuando esperando esses momentos, essas pequenas coisas..." A. R.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Escolhas....
Em algum determinado momento da vida a gente faz escolhas, o que a gente não sabe é que essas escolhas acarretam consequencias pra vida toda... Nada é tão simples como escolher entre a blusa rosa ou a branca (não que de fato a gente faça essa escolha com facilidade, mas ela não muda nada), a gente escolhe carreira, escolhe amigos, escolhe namorado, escolhe o vai ser quando crescer, escolhe contar a verdade, escolhe mentir, escolhe escolher, mesmo dizendo que não queria que nada fosse assim. Quando o tempo passa a gente começa a ver o que aquela escolha do passado trouxe hoje pra nossa vida, começa a pensar que se tivesse mudado uma palavra ou uma atitude que julgou pequena, tudo seria completamente diferente. O triste é que todo mundo só percebe muito tarde o que deveria ter feito e não tem mais como mudar, já passou, acabou ou se perdeu com o tempo. Certas coisas só passam a fazer sentido quando você pensa o quanto foi infantil em determinadas atitudes, o quanto, foi egoista em determinado momento, o quanto foi inconsequente naquela tal situação... Então vem a saudade, a nostalgia, o desanimo, a vontade da maquina de teletransporte, a covardia de pedir desculpas, o aperto no peito de saber que não existem culpados, embora você tenha tenatdo culpar alguém por tanto tempo, e a certeza de que tudo mudou, que você mudou, que aquelas tardes sentadas no chão comendo salgadinhos, vendo filmes, chorando em onjunto mas só por solidariedade não existem mais, por um não saber infantil e momentaneo.... A saudade predomina, as escolhas já feitas, os motivos inexistentes.... A gente só esquece de uma coisa, sempre da tempo de pedir desculpas olhandos nos olhos, de abraçar apertado e dizer que nunca mais isso vai acontecer, de sorrir junto porque tudo o que ambos queriam era ouvir um "e agora tá tudo bem".
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Levanta e te sustenta...
... "e não pensa que eu fui por não te amar. Não foi falta de amor não. Só que, ao contrário do que eu sempre acreditei, amor não basta. Nem adianta me perguntar o que é que basta então, porque essa é uma das perguntas que ando me fazendo ultimamente.Claro que eu lembro dos momentos felizes e não são poucos não. Para falar a verdade grandes momentos felizes da minha vida eu passei com você. Mas só nos comerciais de plano de saúde e margarina é que a vida só é feita exclusivamennte de momentos. A vida real é um conjunto de momentos sim, mas também é feita de responsabilidades, compromissos e outras coisas não tão divertidas. Esse monte de coisas que, quando foi necessário você incorporar na sua vida, você não conseguiu e virou outra pessoa. Uma pessoa da qual eu não tenho a menor vontade de ficar junto, a menor saudade. Quase um monstro.Sabe, se desse para levar a vida como antigamente, eu ainda estaria com você sim, ainda acreditaria que amar basta e a gente ainda seria muito feliz junto. Só que não dá pra voltar no tempo e, mesmo se desse, eu não voltaria. Porque as mesmas mudanças que fizeram com que fosse impossível a gente ser feliz junto, também estão fazendo com que eu descubra outro tipo de felicidade. Cansada, sim, mas feliz.Não preciso fazer pouco caso da nossa felicidade anterior, não pense isso, mas é que estando com você, a atual fica pequena.Pode saber que eu sinto saudades da pessoa que você era, da pessoa que foi escolhida pra estar nos meus melhores momentos (sim, aqueles com direito à slow motion), mas que essa saudade não se aplica à pessoa que você se tornou nos últimos meses. Não se aplica à pessoa que existe hoje dentro de você. E por isso mesmo é que é só saudade. Porque saudade é um sentimento que mora no passado. Sem presente, nem futuro." A. R.
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