Eu preciso de música para meus ouvidos, talvez nem seja para os ouvidos, talvez seja para o coração.Alguém, por favor, me alcança aquela nota musical ali em cima?
É! Com ela eu faço a minha música, ensaio meus passos, volto a rodopiar com saia rosada e sapatilhas que me faziam flutuar.Sentimento é algo que não se explica, não se toca, não se vê... sentimento talvez nem tenha uma definição exata, talvez não tenha como descrever em detalhes o que acontece cada vez que seu corpo é jogado para o alto e os movimentos tornam-se leves.
A explosão que acontece dentro do corpo quando escuta: ANGE SAUT D’ ou mesmo um simples Á LA SECONDE.
Talvez nem eu entenda o que acontece dentro de mim, talvez seja a maneira mais simples de exteriorizar cada um dos sentimentos mais bem guardados, talvez seja por isso que a dor passa a ser secundária, talvez... talvez... talvez...
Os suspiros no final não serão de alívio, serão de satisfação, de alegria, contemplamento, de orgulho, de saber que está onde queria, onde tanto se desejou.E as memórias? O que fazer com elas? Eu digo! Digo? Pelo menos tento... Tire as memórias da caixa, enfrente o que cada uma delas significa, cada memória construiu um pouco do que você é hoje... do que eu sou... Procurando bem todo mundo tem defeitos... até a bailarina os tem! Que me desculpe Chico Buarque, mas procurando bem até a bailarina tem defeitos!
O que mais ela tem que a torna especial é a graça, a leveza a capacidade de sorrir enquanto o pé sangra dentro da sapatilha cor de rosa, é a desenvoltura com que dança e faz parecer que seu corpo pode tudo, todos movimentos imagináveis, todas as vontades possíveis e sonhos quase inatingíveis... BATTERIE! Mais uma vez e assim faz ficar perfeito!
domingo, 30 de agosto de 2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Não perca seu tempo...
"Verdade seja dita. Eu não sou como você esperava. Eu não sou uma barbie pra te acompanhar nos lugares que você frequenta. Eu não tenho um par de peitos de 300ml em cada um. Não tenho uma bunda de 102cm de diâmetro como a da Juliana Paes. Eu sou muito mais do que você espera. Muito mais do que você agüentaria. E talvez até mais do que você merece. Porque eu sou fiel aos meus sentimentos. Vou estar com você quando eu realmente quiser estar. Vou te ligar quando eu quiser falar com você. Porque eu não passo vontade. E nem vou passar vontade de você. Não vou fazer joguinho. Eu me entrego mesmo. Assim. Na lata. Eu abro meu coração. Rasgo o verbo. Me dou em prosa. E se te disser que não te quero, meu olhar vai me desmentir na tua frente. Porque eu falo antes de pensar. Eu falo até sem sequer pensar. Eu penso falando. E se estou com você, aí, não penso duas vezes. Não penso em nada. Não quero mais nada. Então, não perca seu tempo comigo. Eu não sou um corpo que você achou na noite. Eu não sou uma boca que precisa ser beijada por outra qualquer. Eu não preciso do seu dinheiro. Muito menos do seu carro. Mas, talvez, eu precise dos seus braços. Das suas mãos quentes. Do seu colo pra eu me deitar. Do seu conselho quando meu lado menina não souber o que fazer do meu futuro. Eu não vou te pedir nada. Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar. Mas uma coisa, eu exijo. Quando estiver comigo, seja todo você. Corpo e alma. Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo. Mas, por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas. Eu não me iludo com presentes caros. Não, eu não estou à venda. Eu não quero saber onde você mora. Desde que você saiba o caminho da minha casa. Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se ganha o dia quando está comigo. Você não vai me ver mentir. Desista. Mentiria sobre a cor do meu cabelo. Sobre minha altura. Até sobre meus planos para o futuro. Mas não vou mentir sobre o que eu sinto. Nem sob tortura. Posso mentir sobre minha noite anterior. Sobre minha viagem inesquecível. Mas não agüentaria mentir sobre você por um segundo. Não na sua cara. Mentiria pras minhas amigas sobre a sua beleza. Diria que tem corpo de atleta e um quê de Don Juan (mesmo sabendo que elas iriam descobrir a farsa depois). Não me obrigue a jogar. Não me faça tirar você da minha vida.Insisto. Não perca seu tempo comigo. Porque eu não quero entrar no seu carro se não puder entrar na sua vida. Não me conte seu passado se eu não puder viver seu presente. Não faça planos comigo se não me incluir no seu futuro. Não me apresente seus amigos se, amanhã, vou virar só mais uma. Me poupe do trabalho de adivinhar seus pensamentos. Diga que me quer apenas quando for verdade. Diga que está com saudade apenas se sentir minha falta do seu lado. Peça minha companhia quando não desejar só meu corpo. Me ligue quando tiver algo pra dizer. Mas, por favor, me desligue quando não estiver mais afim de mim." A. R.
Falta...
"A gente não pode esperar de ninguém exatamente o que a gente oferece a essa pessoa. Cada um oferece o que quer. E isso não significa que não esteja oferecendo tudo que pode. Será? Não sei, mas to precisando acreditar nisso. Quando não dá mais pra ficar batendo de frente é melhor pensar em coisas assim. Afinal sofrer em doses homeopáticas ou em uma dose cavalar, no fim, não faz diferença alguma. Então to escolhendo as doses homeopáticas intercaladas com momentos de prazer. Acho que nesse momento é o melhor, mesmo estando longe do ideal. Já dizia a sabedoria popular “se não pode vencê-los, junte-se a eles”. É isso, to me juntando, tentando aprender algo novo na minha vida... O dom da paciência. Relaxar. Seguir a maré. Engolir a ansiedade. As expectativas. E viver de momentos. Não é o que dizem que vale a pena? Fazendo tudo isso porque também reza a lenda que "no fim tudo da certo, e se ainda não deu é porque não chegou ao fim". Meu Deus, que polianice isso! Fazer o que, sou de fases. Mulherzinha entranhada e assumida. Mas quem sabe, a meu ver ficaria melhor assim: “No fim tudo da certo... Demora muito pra acabar?” Sei lá. Vai que esses ditados são como aquela coisa de “aproveite o dia”, auto-ajuda barata e alienada. Mas eu ando alienada. Boba e louca também. Ok. Chega. É isso, estou me juntando esperando esse fim onde as coisas dão certo. Como me disseram “alguém lá em cima deve anotar esse tipo de coisa”... A. R.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
10% é para prestação de serviço.
"Não, eu não me contento com 10%! Isso é coisa que se dá à garçom por bom atendimento. Eu não estou prestando atendimento algum. Não estou aqui pra servir e agradar. Na verdade faço questão de nem agradar muitas vezes. Não sou escada. Não sou descartável. Não sou tentativa. Não sou o “eu posso vir a sentir...”. Não tente me amar por simplesmente precisar desesperadamente amar alguém. Ou pior, pra esquecer alguém. E sobre tudo, já disse, não subestime a minha inteligência. Ou sinta ou não sinta. Sei ver as palavras quer não me são ditas. Não sou areia pra tapar buraco dos outros. Minhas próprias feridas curo sozinha. Sem que ninguém assopre. Então não espere que eu assopre as suas. Não enfio o dedo na ferida também. Mas já venha com elas cicatrizadas. Ninguém é chave de salvação. E eu não sou. Pra que me querer, tem que querer só a mim. Alguma reclamação, entre em contato com o SAC.Ah! Desculpe, também não prestamos esse serviço." A. R.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Aquela música...
Hoje eu passei horas me dedicando a lembrar da sua maneira de sorrir, a lembrar de seus abraços apertados, da sua maneira de me olhar e de me despir... Não daquela maneira convencional, daquela outra maneira, a de arrancar as minhas máscaras e escancarar meus sentimentos.
Eu não entendia muito bem o que me encantava em você, de fato, tudo era muito novo. Eu declarei minhas aflições, mordi o lábio, igual fiz no dia em que nos conhecemos, lembra? Eu dançava sem me preocupar enquanto você me observava de longe... disse que foi isso que te encantou, não sei... A princípio, o que te trouxe até mim foi a maneira que eu sou sem nenhuma mentira. Como eu te disse: quando danço sou inteira, esqueço o mundo e me concentro em sentir o tremor provocado, em meu corpo, por cada nota musical...
Eu te sorri de lado, você entendeu meus olhares, eu me contive e você me libertou...
Agora é um começo, mas me prendo a finais e não me deixo ser inteira.
Coloca aquela música pra tocar? Assim eu me liberto e você me entende por completo.
Eu não entendia muito bem o que me encantava em você, de fato, tudo era muito novo. Eu declarei minhas aflições, mordi o lábio, igual fiz no dia em que nos conhecemos, lembra? Eu dançava sem me preocupar enquanto você me observava de longe... disse que foi isso que te encantou, não sei... A princípio, o que te trouxe até mim foi a maneira que eu sou sem nenhuma mentira. Como eu te disse: quando danço sou inteira, esqueço o mundo e me concentro em sentir o tremor provocado, em meu corpo, por cada nota musical...
Eu te sorri de lado, você entendeu meus olhares, eu me contive e você me libertou...
Agora é um começo, mas me prendo a finais e não me deixo ser inteira.
Coloca aquela música pra tocar? Assim eu me liberto e você me entende por completo.
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