quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Fevereiro.
Eu sempre lembro de cores, de sorrisos, de abraços, de segredos, de surpresas, de amizade...
O vazio toma conta de mim... Os pensamentos estão voltados para o mesmo acontecimento, sempre o mesmo.
"Já faz tempo, menina! Supere." Tão fácil dizer, esse é um daqueles acontecimentos que cabe aquela frase clichê: "Só quem passou por isso, sabe o que sinto."
Alguém aí pode devolver a parte que me falta? Quero planejar aquele dia especial, quero abraçar apertado, quero entender apenas pelo olhar, quero... Ah, eu quero!
Juro que não me importaria em levar broncas porque eu mordi os cantos dos dedos ou porque comi, escondido, aquilo que faz mal pro meu estômago. Não me importaria em levar broncas, porque eu sei que era o cuidado, eu sei que era amor, eu sei que era cumplicidade e, antes de tudo, amizade.
Algum sábio disse bem: "saudade é nossa alma dizendo para onde quer voltar".
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Aquele não saber.
Eu me canso com facilidade. O que é comum me enjoa e, rapidamente, perde a graça.
Eu sempre invento uma coisa nova para fazer, gosto de quem me faz gargalhar, de quem me segura pela cintura e me leva para conhecer o que, até então, me parecia não existir.
Me mantenho inconstante, me alimento dos meus sonhos, insisto nos meus devaneios, descubro as minhas histórias e, muitas vezes, escondo minhas cicatrizes (é que o orgulho fala mais alto).
Mudo de roupas, de esmaltes, de corte de cabelo, de estratégia, de sentimento, de vontades, de gostos, de amigos, de namorado, de amores.. Mudo! Mudo o tempo inteiro, para tentar ocupar aquele pedaço que me falta, aquele mesmo que me foi tirado sem, se quer, me darem uma explicação.
"O menina inconstante", eles me diziam. "Eu nunca sei o que esperar de você!", sempre foi comum falarem, sempre aquela caixinha de surpresas, daquele tipo que nunca se sabe o que está por vir. "Mania irritante essa sua de não saber o que quer", eles descreveram e foi aí que pensei: "Na realidade, eu sei muito bem o que quero, é que, as vezes, me falta coragem o bastante para assumir. "
Se eu te disser que cansei, vou ser uma pessoa ruim? Se eu te pedir pra ir embora, você vai guardar mágoa? Se eu afirmar que seu rosto me persegue e que eu já não consigo mais ser eu mesma, você vai entender?
Creio que não, então vamos fazer assim: você devolve minha alegria e eu te poupo de todo o sofrimento!
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Uma taça...
"Vamos nos falar de vez em quando, vai? Preciso tomar minhas doses de você.
Ainda assim, ela estava receosa, sabia bem do seu vício. E conhecia, melhor ainda, sua capacidade de perder o controle.
Entre a abstinência dolorosa e a embriaguez ilusória, o que poderia oferecer a ele depois daquela despedida tão delicada?
Parece, que a relação dali em diante seria uma taça de vinho de dias em dias.
Nada com alto teor alcoólico que terminasse em ressaca.
Mas ela jura que, naquele momento, quis, com todas as suas forças, acreditar que a paixão pudesse se liquefazer.
Teria entornado, com gosto, a garrafa inteira no gargalo. Havia sido linda, aquela história. E seria mais fácil, bêbada, tropeçar nas certezas (e ignorar os soluços).
Quando você sorriu, me repartiu em antes e depois"
....
No terceiro mês, você desconfia porque a fulana liga tanto, porque o futebol termina meia-noite, porque todo dia ele tem uma reunião, porque ele sai com pessoas que você nunca ouviu falar antes. Você tá vendo coisa demais ou é só ciume?
Você já não frequenta as baladas que gostava. Mal sai com as amigas. Perdeu o contato com seus amigos homens. Deletou seus ex-ficantes, rolos e ex-namorados do seu MSN. Deletou numeros suspeitos do seu celular. Você cede, cede, cede. Até uma hora que a corda cede. Arrebenta.
Você cedeu tanto, sem perceber, que murchou. Secou feito flor no inverno. E agora espera a primavera da janela da sua casa, de onde, inclusive, você mal sai. É de casa pro trabalho, do trabalho pra casa.Ele que te achava linda, mal te vê. Sua luz apagou. Foi-se o brilho junto com as noites de festa. A poesia virou drama.
E cadê você?Você tá em algum canto. Largou sua vida de lado e foi viver a vida dele. Enquanto ele se divertia com os amigos, você enchia o saco dele com seu ciúmes. Enquanto ele ia pra festa, você ficava em casa queimando neurônios. E quanto mais ele vivia, mais você esmoecia.
Murcha como uma criança que descobriu que Papai Noel não existe. Que confiança e respeito valem mais que juras de fidelidade. Que não existe nada eterno. Que a gente nunca sabe até aonde a gente deixa ir. Que alguns caminhos não tem volta, mas têm várias saídas de emergência. Que a sua vida tem urgência e o resto é bobagem. Que você nasce sozinha pra aprender a fazer escolhas sozinha. E que você só está acompanhada quando aprende a ficar sozinha."
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