quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Aquele não saber.

Eu me canso com facilidade. O que é comum me enjoa e, rapidamente, perde a graça.

Eu sempre invento uma coisa nova para fazer, gosto de quem me faz gargalhar, de quem me segura pela cintura e me leva para conhecer o que, até então, me parecia não existir.

Me mantenho inconstante, me alimento dos meus sonhos, insisto nos meus devaneios, descubro as minhas histórias e, muitas vezes, escondo minhas cicatrizes (é que o orgulho fala mais alto).

Mudo de roupas, de esmaltes, de corte de cabelo, de estratégia, de sentimento, de vontades, de gostos, de amigos, de namorado, de amores.. Mudo! Mudo o tempo inteiro, para tentar ocupar aquele pedaço que me falta, aquele mesmo que me foi tirado sem, se quer, me darem uma explicação.

"O menina inconstante", eles me diziam. "Eu nunca sei o que esperar de você!", sempre foi comum falarem, sempre aquela caixinha de surpresas, daquele tipo que nunca se sabe o que está por vir. "Mania irritante essa sua de não saber o que quer", eles descreveram e foi aí que pensei: "Na realidade, eu sei muito bem o que quero, é que, as vezes, me falta coragem o bastante para assumir. "

Se eu te disser que cansei, vou ser uma pessoa ruim? Se eu te pedir pra ir embora, você vai guardar mágoa? Se eu afirmar que seu rosto me persegue e que eu já não consigo mais ser eu mesma, você vai entender?

Creio que não, então vamos fazer assim: você devolve minha alegria e eu te poupo de todo o sofrimento!

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