sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Uma taça...

"Vamos nos falar de vez em quando, vai? Preciso tomar minhas doses de você.

Ainda assim, ela estava receosa, sabia bem do seu vício. E conhecia, melhor ainda, sua capacidade de perder o controle.
Entre a abstinência dolorosa e a embriaguez ilusória, o que poderia oferecer a ele depois daquela despedida tão delicada?
Parece, que a relação dali em diante seria uma taça de vinho de dias em dias.

Nada com alto teor alcoólico que terminasse em ressaca.

Mas ela jura que, naquele momento, quis, com todas as suas forças, acreditar que a paixão pudesse se liquefazer.
Teria entornado, com gosto, a garrafa inteira no gargalo. Havia sido linda, aquela história. E seria mais fácil, bêbada, tropeçar nas certezas (e ignorar os soluços).



Quando você sorriu, me repartiu em antes e depois"

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