Ela estava cansada daquela história. Sempre as mesmas mentiras, sempre algo escondido, sempre vírgulas ao invés de pontos finais.
Uma, duas, três.... Quantas chances ela seria capaz de dar antes de jogar tudo para o alto? Quanto ela poderia perdoar? Quanto poderia aceitar? Até onde se deixaria em segundo plano? Ela sabia que as lágrimas a faziam fraquejar.
Reviu a história, cena por cena, em sua cabeça, uma centena de vezes e, por fim, decidiu que aquela seria a última vez. A última mentira, o último segredo, a última vírgula.
Se ele gostava de vírgulas, ela era perita em pontos finais.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
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