Eu gosto de manter as pessoas livres. Gosto que estejam comigo porque querem e não porque algo as induz a isso.
Uma vez eu li: “Quer ir? Vai. Eu não vou te segurar. O que não dá certo é segurar uma pessoa contra a vontade, apelar pro lado emocional. (...) Existem algumas harmonias que é melhor não mexer, estraga a música.”
Eu concordo plenamente, algumas harmonias devem ser mantidas exatamente da maneira que foram compostas, sem alterar nenhuma nota, sem mover um suspiro de lugar, já que se assim o fosse, a música perderia o sentido.
Por isso prezo a liberdade. Gosto de pés nos chão, vento no rosto, vestido rodado e muitas cores. Gosto de estar livre, de me manter serena, de ter meu coração cheio e limpo. Gosto de manter as pessoas livres, deixar que tenham a escolha de estar ao meu lado ou não. Prefiro que se aproximem de mim porque isso as agrada, porque isso lhes faz bem.
É tão complicado definir o sentimento de liberdade, principalmente quando ele se vê fazendo parte de um relacionamento repleto de tantos outros sentimentos.
Preciso saber que meus amigos têm a certeza que podem estar longe, podem sumir do mundo e, quando voltarem, eu vou estar aqui, com o mesmo sorriso estampado, o mesmo olhar doce e com o mesmo carinho materno para lhes receber de volta.
Gosto que meus amores sejam verdadeiros comigo, estejam comigo porque querem, porque o corpo pede, porque a alma deseja, porque minha presença faz falta e não porque eu virei um hábito, uma rotina, uma parte de um todo insignificante.
Eu gosto de me sentir inteira e, sem ser livre eu não sei ser completa.
Gosto das pessoas livres pra elas saberem que podem ir quando quiserem, que eu não vou me importar em sentir saudades.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
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