Enfim ela acordou... olhou para os lados ainda ofegante e desejou que tudo não passasse de mais um sonho ruim.
Ela estava sozinha novamente e, dessa vez, construía muros mais altos para que ninguém pudesse adentrar em sua fortaleza. Enquanto colocava, cuidadosamente, pedra sobre pedra, amaldiçoava o dia em que deixou sua armadura de lado e se mostrou fraca.
Agora, sabia que isso não iria mais acontecer. Ela se conhece bem... e sabe quando vai se fechar para o mundo.
Nada compensaria as suas noites sem dormir e seus olhos inchados.
Mais uma vez ela arriscou e, mais uma vez, ela perdeu. Dessa vez perdeu muito, perdeu o coração, agora ela carrega o vazio no peito... aquele buraco com uma forma que não pode ser preenchida. Talvez ela seja boa em arrancar corações com uma espada e servi-los em uma bandeja de prata, mas não é boa em entregar o seu.
-Eu amaldiçôo o dia em que você nasceu! Gritou. Mas a vontade era entender como pode se doar tanto e perder o seu caminho. Culpa dele que não soube cuidar dela ou culpa dela que fraquejou e mostrou precisar de cuidados.
Agora o que ela faz? Arranca o coração do peito? É uma escolha, assim para de doer e ela nunca mais precisa sentir isso.
Para ela matar dragões é fácil, difícil é juntar todos os pedaços em que ela ficou.
terça-feira, 7 de julho de 2009
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