Em alguns dias a solidão decide ser a nossa melhor companheira. Ela chega, se aloja, não dá nenhuma explicação e nem diz quando vai embora.
Você escuta as conversas das pessoas, sorri e concorda com o que elas dizem mas, na verdade, não ouviu, se quer, uma palavra do que lhe foi dito.
Junto com essa tal de solidão, aparece uma melancolia para acompanhar, aparecem as lembranças e a tentativa, muitas vezes frustrada, de tentar entender como se foi parar neste exato local.
Você decide ligar para os amigos, para o namorado, passear com o cachorro, ouvir música.... E, no final, nada disso funciona como deveria.
É algo mais forte do que o imaginado, mais completo do que o esperado e mais real do que todo o resto.
Então, imagino eu, você começa a tentar buscar explicações, pensa em alternativas, tenta achar o momento em que tudo isso começou para poder resolver, de uma vez por todas, essa situação! Pensa que a solidão é apenas um estado de espírito, que você precisa dela para conseguir organizar cada uma dos seus pensamentos malucos! Que ligar para os amigos não vai adiantar, já que ninguém mais vai conseguir entender o que se passa dentro da sua cabecinha repleta de devaneios. Que falar com o namorado não adianta, ele não tem bola de cristal e, mesmo se tivesse, não conseguiria compreender os seus pensamentos.
É neste momento que você enxerga: preciso disso para entender toda essa bagunça que eu mesma criei! Então você sossega, aquieta o coração e tenta se entender com seus pensamentos.
Percebe que sente falta, não de alguém, não de uma coisa, não de algo físico! Sente falta de saber para onde estava indo, de ter certeza do que sente...
Eu penso: talvez você precise de um banho de chuva, para lavar a alma... talvez precise de um abraço apertado, aquele que vai tranquilizar seu coração, talvez precise de um sorriso... Sim... aquele sorriso mesmo! Aquele que te faz entender onde tudo começou e te faz saber como quer que sua história continue.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
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