Quantas vezes não me deparei com pensamentos confusos no meio de uma madrugada? “Mulherzisses”, assim que eu defino.
Digam o que for, mulher é complicada! Muda de sentimento, de pensamento, de atitude. É movida por sentimentos, se deixa controlar por eles e, quando está de TPM, aí sim é um verdadeiro “Deus nos acuda”.
Não é fácil pra nós nos entendermos, imagina então pra quem está do lado de fora? E foi em uma dessas crises de “mulherzisse” que eu decidi escrever. Mas escrever sobre o que? Sobre sentimentos? Sobre saudades? Sobre inseguranças? Sobre escolhas? Sobre pensamentos? Sobre caminhos? Sobre destinos? Tudo embaralhado? Tudo junto? Um pouco de cada coisa?
Eu poderia contar minha vida, minhas histórias, minhas experiências, minhas virtudes, meus erros, minhas loucuras, minhas meninices... Poderia contar que, algumas vezes, eu leio um texto que se enquadra muito mais no meu sentimento momentâneo do que eu jamais poderia escrever, poderia procurar um texto desses... Poderia ligar pra uma amiga e conversar ao invés de escrever palavras desconexas... Mas esse não é o objetivo. Então qual é ele? Alguém sabe?
Acho que a verdade é que preciso escrever sobre minhas mulherzisses, sobre meus momentos insanos, sobre minhas gargalhadas sem motivos, sobre a vontade de chorar só porque eu vi um filme bonito!
Ah, como é bom ser esse ser complicado, cheio de pequenas coisas que são tão grandiosas.
Como é delicioso ser essa mulher que não sabe onde pisa, mas tem a certeza de onde quer chegar.
Como é gostoso me confundir nos meus pensamentos, gritar comigo na frente do espelho, fazer as pazes com minha alma e me dar sapatos de presente.
Acho que é disso que eu preciso, não de sapatos (ok, de sapatos toda mulher sempre precisa), acho que preciso dos suspiros. Daquele sentimento gostoso de fazer as pazes com minha alma, de me entender com meus sentimentos, de dançar só pra me agradar, de sorrir só porque o céu é azul e eu me sinto viva.
Porque entre estar viva e se sentir viva existe uma diferença muito grande! Mas isso é assunto para um outro texto.
Agora vou fazer as pazes com minha alma, sorrir pra mim, deixar o texto desconexo de lado e andar em linha reta.
Afinal de contas, eu sou mulher, posso me dar ao luxo de ser complicada e de me entender segundos depois.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário